Carro usado como avaliar a mecânica antes de comprar?

Listamos 12 instruções valiosas que podem te ajudar a encontrar defeitos camuflados

Comprar carro usado é uma arte: ou você confia em um amigo, que provavelmente não vai te enganar, ou no seu mecânico. Mas antes de levar o carro em uma oficina – essa é a primeira dica – existem instruções valiosas que podem te ajudar a encontrar defeitos camuflados.

Conversamos com o engenheiro mecânico Rubens Venosa, consultor técnico de Autoesporte e proprietário da oficina Motor Max e com a Dekra, empresa alemã de vistorias automotivas.

Desconfie de preços baixos

Os sites de carros usados têm uma ferramenta para te ajudar a achar o carro ideal. Nunca use a que diz: “ordenar pelo menor preço”. De acordo com Venosa, o melhor é procurar pela origem do carro. “Procure pela procedência. Tem revisões feitas na concessionária? Único dono? O preço está ligado aos problemas do carro, pode apostar”, afirma.

Como está a pintura?

Ao vivo, o primeiro item que você precisa checar é a lataria. Olhe com cuidado! A cor está homogénea? Tem alguma diferença de tonalidade? Uma repintura mal feita fica com diferença de cor e brilho. É assim que você vai perceber se o carro já sofreu alguma batida.

Analisar lanternas e faróis

Acenda todas as luzes e veja se estão funcionando corretamente. Cheque se as peças estão trincadas, já que esses itens são caros, principalmente em carros importados. “Um farol pode custar R$ 12 mil, por exemplo. A peça não pode estar quebrada ou o carro tem que custar menos”, afirma.

Atenção para os bancos e painel

O desgaste das peças do carro é compatível com a quilometragem? Tudo isso vai te dar uma ideia de quanto (e como) o carro foi usado. Veja o desgaste dos bancos, botões e pedais. “Um carro de 30 mil quilômetros não pode ter bancos estragados. Se os assentos são de couro, ficam rachados. Se forem de tecido, esgarçados. Olhe o estado da manopla e do volante também”, afirma Venosa.

De olho no painel de instrumentos

Com o carro parado, é possível avaliar alguns itens. É importante ver se a luz do óleo está acesa no painel. “Ligue o carro e verifique o painel. Caso não tenha apagado, é um indicativo que o nível está baixo e pode causar a quebra do motor”, afirma Reinaldo Hagge, Diretor Comercial da Dekra Brasil. Também é necessário ver se a luz da injeção eletrônica apagou. Se ficar acesa, significa que não está funcionando corretamente, o que também pode causar danos.

Teste, teste, teste e teste

Antes de levar o carro para uma oficina, é importante testar todas as suas funções. Do ar-condicionado ao rádio, tudo precisa estar funcionando.

E os pneus?

Analisar o estado dos pneus é outra dica que deve estar na sua lista. “Um kit dura de 40 a 60 mil quilômetros, em média, e a condição deve estar compatível com a quilometragem e o preço do carro”, afirma Venosa. A marca dos pneus também é relevante: não adianta só ser novo ou estar em boas condições. Outra dica é analisar se os pneus não foram reformados: pode servir para você pedir um desconto.

Faça o test-drive

Dar uma voltinha no carro usado é ainda mais importante. Na direção, fique atento aos ruídos do motor, transmissão, freios e suspensão, é o melhor jeito de descobrir se existe algum problema que só o mecânico poderia descobrir.

Óleo

Verifique o nível do óleo, sempre com o motor frio. Basta abrir o capô, retirar a vareta e ver se o líquido está na marcação indicada. Carros modernos não costumam apresentar alteração no nível do lubrificante. Se houver baixa frequente, há algo errado. Outra dica do Reinaldo Hagge, da Dekra, empresa de vistorias automotivas: examine se existe vazamento na parte de baixo e também por cima.

E se o carro for blindado?

Visualmente, é importante analisar os vidros. Um carro blindado não pode ficar no sol e se o vidro tem bolhas é um indicativo que essa recomendação não foi seguida pelo atual proprietário.

Tome cuidado com os reparos oferecidos pelos lojistas

Depois de descobrir algumas imperfeições do carro, pode ser que o dono te ofereça para consertar os defeitos ao invés de te dar um desconto. Se a peça escolhida para a substituição não for de qualidade, isso pode gerar problemas futuros.

Leve para um mecânico de confiança

Depois que o carro passou pelo seu teste, é recomendado levar o modelo em um mecânico. Na oficina, será possível ver se amortecedores, pastilhas e discos estão gastos, por exemplo. Muitos mecânicos colocam o carro em uma espécie de scanner, que faz uma varredura para descobrir problemas importantes do carro usado.

Fonte: Autoesporte Globo.

Ainda é preciso fazer o rodízio dos pneus?

A prática pode aumentar o tempo de uso, mas é preciso estar atento ao tamanho das rodas

Sim, ainda é preciso fazer o rodízio dos pneus do carro, mas existem algumas exceções. Em algumas concessionárias, essa troca já é feita na hora da revisão programada.

Algumas montadoras não recomendam a prática porque alguns modelos utilizam pneus ou até rodas com tamanhos diferentes na dianteira e na traseira, o que inviabiliza a troca, como o Porsche 911. Não é comum, mas vale a pena checar.

Por qual motivo?

O motivo para esse rodízio é bem simples: Com a troca, a borracha se desgasta uniformemente e nenhum dos eixos fica com um par mais “careca” que o outro.

Os pneus do eixo tracionado sofrem uma força maior do que os demais, tendo um desgaste até três vezes maior. Isso pode gerar problemas para o condutor. Com o pneu careca, a aderência ao solo fica desigual, o que pode causar acidentes em situações extremas, como em dias de chuva.

Quando fazer o rodízio?

“Um carro que anda muito na cidade, acerta as rodas em muitos buracos, acaba tendo que fazer alinhamento e balanceamento a cada 10 mil km aproximadamente. Aí é uma boa hora pra fazer o rodízio”, afirma o gerente de produtos da Pirelli, Fábio Magliano.

Com o revezamento e o carro alinhado, a borracha se desgasta por igual e o veículo acaba se comportando de maneira mais homogênea.

Posso colocar espete no revezamento?

Sim, mas quem quiser incluir o estepe nesse revezamento precisa ter certeza que todos os pneus são iguais, já que ele pode ser temporário, de um material mais fino que os demais pneus e com limite de velocidade de 80 km/h.

Como fazer o rodízio de pneus?

Basicamente, os pneus podem ser trocados de duas maneiras. A primeira e mais comum é para carros de passeio, em que o rodízio é feito de maneira paralela, ou seja, quem está no eixo dianteiro vai para o traseiro do mesmo lado.

Outro modo é o rodízio em X, em que os pneus da dianteira são trocados na diagonal, ou seja, o da frente, na esquerda, vai para trás, na direita e vice versa. Esse tipo de troca é mais comum em veículos off-road.

Existe um sentido de giro do pneu?

Segundo Flavio Santana, gerente de produto da Michelin para América do Sul, alguns modelos de pneus possuem sentido de giro, e é necessário ficar atento na hora da troca para não errar. Se isso acontecer, o desgaste pode ser ainda maior e mais irregular ainda, causando todos os problemas citados acima.

“Pneus chamados ‘borrachudos’, aqueles para terrenos de barro, areia, etc, quando colocados em rodagem no asfalto, podem ter um desgaste irregular, chamado de “dente de serra”. Nesses casos, o ideal é o rodízio em X, para que esse desgaste ocorra de maneira regular”, comenta ele.

E o carro com tração nas quatro rodas?

“Nesses veículos é ainda mais importante que todos os pneus estejam com o mesmo desgaste, mantendo o equilíbrio do veículo. A compensação em caso de desequilíbrio é feita pelo diferencial, que pode ficar sobrecarregado e estragar a peça”, afirma Flavio.

Usando ao máximo os pneus

Manter os pneus sempre calibrados é uma forma de evitar desgastes excessivos. “Se o pneu está cheio demais, o atrito com o chão será maior no meio. Mas se não está cheio o bastante, vai ter um desgaste nos ‘ombros’, nas laterais”, afirma Fábio. Sempre que fizer a pausa para abastecer, o ideal é checar se a calibragem está de acordo com o que é especificado pela montadora.

Outro modo de aumentar a vida útil dos seus pneus é ficar atento na hora de estacionar: com a roda encostada na guia, o desgaste pode ser maior e afetar outros elementos do carro. Ou se você tem dúvidas se o pneu que comprou é de boa qualidade, nós te ajudamos a decifrar os números que vêm na lateral para não cair em ciladas.

Fonte: Autoesporte Globo.

Dicas Bridgestone para proteger seu carro em um longo período parado

1 – A partir de 30 dias, a pressão do pneu pode ser afetada, causando sua deformação.

2 – Quando for calibrá-los, utilize de 1 a 3 pontos PSI acima do padrão recomendado pelo fabricante.

3 – Desloque o veículo alguns centímetros, para variar os pontos de apoio dos pneus.

4 – Assim que voltar a usar o veículo, lembre-se de recalibrar os pneus para garantir a pressão ideal.

5 – A circulação de óleo e combustível periodicamente ajudará o bom funcionamento do motor.

6 – O calor, o frio e a chuva podem ter impacto no veículo. Se puder, mantenha o seu carro guardado em uma garagem fechada ou coberta.

7 – Ligue o veículo uma vez por semana para manter a bateria ativa.

Fonte: Bridgestone.

Condução segura em estradas sinuosas

Não importa se você é novo na direção ou se já tem experiência ao volante, a regra é a mesma para todos em trânsito. Você deve evitar dirigir a uma velocidade excessiva em uma estrada cheia de curvas. Esse princípio é válido tanto para uma estrada longa e sinuosa, quanto para uma rotatória tranquila dentro do bairro na cidade.

Você frequentemente verá sinais de trânsito alertando sobre uma curva que se aproxima com um limite de velocidade recomendado, mas por que uma estrada sinuosa é tão potencialmente perigosa em uma situação de direção? Porque quando um veículo vira ao longo de uma curva, existem dois tipos distintos de movimento.

Primeiro há o momento do carro avançando. Segundo a inércia da carroceria do veículo entra em vigor, conforme segue a curva. As forças centrífugas tentarão empurrar o carro para fora e os pneus terão que trabalhar mais para resistir a essas forças enquanto navegam na estrada cheia de curvas. Se um motorista faz uma curva a uma velocidade muito alta, os pneus perdem a aderência gradualmente e começam a derrapar.

Dicas para dirigir em curvas

Além de dirigir devagar, há uma técnica útil para estradas com curvas sinuosas; tente girar o volante o mínimo possível sem cruzar a linha central

Observação: esta não é uma recomendação para cortar completamente o interior de uma curva em uma via pública; isso levaria você ao caminho do tráfego oposto e colocaria em risco outros motoristas.

Em vez disso, o conselho é que os motoristas façam uso sensato da largura da faixa, para que possam fazer a curva mais facilmente e melhorar sua visão ao seu redor. Girar a roda o mínimo possível é a chave.

Há três etapas para percorrer uma curva com segurança:

Ao se aproximar de uma curva, diminua a velocidade de maneira apropriada e posicione seu carro na lateral da pista que é oposta à direção da curva. Se a estrada for para a direita, por exemplo, vá para o lado esquerdo da sua pista.

Enquanto continua a conduzir pela curva, posicione o veículo suavemente em direção ao outro lado da faixa.

Ao se aproximar do final da curva, volte gradualmente à posição normal em sua pista e acelere em linha reta.

Essa técnica de direção segue a linha do arco mais amplo possível; reduz a severidade de uma curva e, portanto, exerce menos pressão sobre os pneus, reduzindo o risco de derrapagem e perda de controle. Além disso, os motoristas têm uma visão mais clara da estrada à frente e mais tempo para reagir a qualquer perigo.

E é nesse ponto que você deve ficar ainda mais alerta para outros motoristas e tráfego durante uma curva. Se outros veículos estiverem muito perto do centro da estrada enquanto você estiver fazendo a curva, isso poderá colocar você em risco de colisão frontal.

Dicas para retomar o controle em caso de derrapagem

Se o veículo começar a derrapar na curva, o motorista não deve reagir com pânico quando descobrir que os freios, acelerador e volante não estão funcionando normalmente.

Em vez disso, deve tirar os pés do freio e do acelerador. As duas mãos devem permanecer no volante, mas não deve fazer movimentos bruscos.

O importante é evitar manobras excessivas e pisar no freio com muita força. Depois que o veículo tiver tido tempo para desacelerar, recupere o controle com segurança; aplique suavemente o freio e comece a dirigir novamente.

Fonte: Continental.

Como entender e evitar os danos nos pneus

Desgaste prematuro

O desgaste prematuro dos pneus pode ocorrer por diferentes fatores, grande parte deles por conta de mau uso ou descuido na hora de dirigir. Para evitar o desgaste prematuro, vale prestar atenção a algumas dicas:

–    Calibre corretamente e regularmente seus pneus

–    Evite sobrecarga

–    Faça o rodízio corretamente

–    Mantenha os pneus balanceados e o veículo alinhado

–    Evite frenagens e/ou arrancadas bruscas

Causas de desgaste irregular nos pneus

O desgaste irregular em pneus pode estar relacionado a alguns fatores. Seguem exemplos de possíveis causas do desgaste irregular:

—  Desalinhamento de rodas

— Rodízio dos pneus não efetuado no tempo devido

—  Eixo torto

—  Pressão baixa e/ou sobrecarga, pressão excessiva

—  Desbalanceamento das rodas

—  Utilização de estradas com alto grau de inclinação

—  Combinação inadequada de pneus e aros

As nossas principais recomendações são:

—  Corrigir desalinhamento e/ou desbalanceamento das rodas

—  Executar o rodízio, para que o padrão de degaste se torne uniforme. Se necessário, inverter os pneus nos aros

—  Corrigir irregularidades mecânicas

— Manter pressão adequada e evitar sobrecarga

—  Mover os pneus para o eixo de tração quando for constatado desgaste no ombro nos pneus dianteiros

Causas de rachaduras na lateral do pneu

As rachaduras nas laterais (flancos) do pneu indicam que o produto pode ter sofrido algum impacto, o que pode ter afetado a estrutura do pneu. Procure uma revenda de pneus com profissionais capacitados para análise (consulte o SAC da Bridgestone).

Os pneus nestas condições não devem ser reparados e a orientação é a de substituição imediata.

Causas de bolhas nos pneus

As bolhas (saliências/protuberâncias) que aparecem nos pneus, na parte interna ou externa, são normalmente ocasionadas por impacto contra obstáculos na pista ou contra o meio-fio. Esses impactos podem ocasionar o rompimento das lonas ou emendas internas e alteram a forma da borracha.

Fonte: Bridgestone.

Por que você deve verificar a pressão dos pneus pelo menos uma vez por mês

Dicas rápidas: Como verificar a pressão do pneu

  • Você terá uma leitura mais precisa se verificar a pressão quando os pneus estiverem frios.
  • Consulte o manual do veículo para  saber a pressão recomendada para os pneus dianteiros e traseiros.
  • Use um calibrador confiável para pressurizar os pneus, com manômetro funcionando corretamente.
  • Faça a leitura da pressão (PSI) em cada pneu e compare com o manual do veículo.
  • Ajuste a pressão mais alta ou mais baixa de acordo com a pressão recomendada para seu pneu, levando em consideração a carga do seu veículo.

Muitos acidentes são causados por pneus com pouca pressão. Se você ainda não está verificando seus pneus, é hora de começar a verificar seus pneus todos os meses. Você economizará dinheiro e poderá salvar vidas.

Uma vez a cada poucos meses é suficiente? Não, não é. Existem muitas razões pelas quais você precisa verificar a pressão dos pneus regularmente.

Economize. Os pneus se desgastam mais rápido se estiverem com pouca pressão e de forma irregular se estiverem com muita pressão – por isso, nos dois casos, você precisará comprar pneus novos com mais frequência. O cuidado adequado estabiliza a estrutura do pneu e pode prolongar a vida média de um pneu em incríveis 7.500 km. Você também economizará combustível: se os pneus estiverem com pouca pressão, o veículo consumirá mais combustível por quilômetro percorrido e, assim, alcançará menor quilometragem.

Desfrute de um passeio mais confortável. Pneus inflados adequadamente influenciam a capacidade de resposta do veículo, seu manuseio e desempenho. O que nos leva ao próximo ponto.

Segurança primeiro lugar. Se os pneus estiverem com pouca ou muita pressão, a dirigibilidade é afetada. A dirigibilidade torna-se lenta se os pneus estiverem com pouca pressão e perigosos se estiverem com muita pressão, especialmente se você estiver fazendo curvas em alta velocidade. Distância de parada, aderência de frenagem e estabilidade direcional são afetadas. À medida que os pneus lutam para permanecer na estrada, o calor se acumula, tornando as explosões mais prováveis e aumentando as chances de um acidente grave.

Considere o meio ambiente. Se os pneus do seu carro estiverem com pouca pressão, de apenas 4 PSI a menos, a resistência ao rolamento é aumentada. Assim, seu veículo consumirá cerca de 1,5% mais combustível e, portanto, liberará mais CO2. Calibragem adequada significa um equilíbrio perfeito entre segurança máxima e economia de combustível. Seus pneus durarão mais e você reduzirá a emissão de carbono.

Como verificar a pressão dos pneus?

A pressão dos pneus é expressa PSI (pounds per square inch). Baseia-se no peso e no tamanho de um veículo e é importante usar exatamente a pressão recomendada pelo fabricante para o seu veículo. Isso garantirá segurança e desempenho ideal.

Verifique a pressão a cada duas a quatro semanas e sempre antes de partir em viagens mais longas ou se estiver carregando cargas adicionais.

Pneus frios. Você obterá uma leitura mais precisa se verificar a pressão quando os pneus estiverem frios, antes que a temperatura externa suba e os pneus sejam expostos à luz solar direta. Se a temperatura externa aumentar 10 graus Fahrenheit, a pressão dos pneus aumentará 1 PSI. No inverno, em alguns climas, os pneus podem sofrer uma queda de até 5 PSI

Consulte o manual do veículo. Identifique a pressão recomendada pelo fabricante do veículo para os pneus dianteiros e traseiros. Esta é a quantidade mínima de pressão de ar necessária em pneus frios para apoiar o seu veículo. Você provavelmente verá duas figuras, uma para uso normal e outra para cargas completas; será algo como “35 PSI”. Você encontrará isso no manual do veículo no carro, dentro da tampa do depósito de combustível ou no batente da porta do motorista. Caso não encontre, consulte a concessionária, montadora ou profissional qualificado.

O manômetro. Use um manômetro confiável e preciso para pneus, você pode comprar um em um revendedor de autopeças ou encontrar em postos de gasolinas de forma gratuita. Existem os medidores digitais, que são operados por bateria, ou medidores do tipo bastão mais tradicionais.

Verifique a pressão dos pneus. Remova a tampa da válvula de ar do pneu e a guarde. Coloque o manômetro na válvula do pneu, pressione-o com rapidez e firmeza até que o som da fuga de ar pare. O manômetro no agora mostrará uma leitura do PSI. Compare isso com a recomendação do fabricante.

Ajuste a pressão. Se a leitura estiver acima da recomendação, empurre a válvula para deixar sair um pouco de ar. Você pode fazer isso algumas vezes até que o manômetro mostre a leitura correta. Se a leitura do PSI estiver abaixo da recomendação, use um compressor de ar (o calibrador no posto de gasolina, se você não possui um) para encher o pneu com ar até atingir o nível correto. Recoloque a tampa da válvula firmemente e repita o processo com os três pneus restantes, mais o estepe.

Fonte: Continental.

Os cinco conselhos da Pirelli para conservar os pneus

A inatividade derivada da quarentena manteve a grande maioria dos veículos parados por um longo período de tempo. Por esse motivo, e perante um eventual levantamento das medidas de confinamento, a Pirelli recomenda a verificação dos pneus.

Algumas destas verificações podem ser realizadas pelos próprios condutores. Outras requerem uma visita a uma oficina especializada. A Pirelli, que dispões de uma extensa rede de oficinas de revendedores, que oferecem este serviço em Portugal, recomenda as seguintes verificações simples:

• Verificação dos pneus a olho nu – procure possíveis protuberâncias ou deformações derivadas da longa paragem. Deve, também, verificar a presença de danos, cortes ou abrasões. Assegure-se de que as válvulas estão em bom estado e verifique elas têm a tampa correspondente.

• Verificar a pressão dos pneus, incluindo o sobressalente – de preferência numa uma oficina equipada com equipamentos específicos. Desta forma, estará a garantir um bom nível de segurança e desempenho, além de economizar combustível, com os padrões de resistência ao rolamento aconselhados pelo fabricante.

• Verifique se o desgaste da banda de rodagem respeita o mínimo legal de 1,6 mm – esta verificação pode ser realizada por qualquer pessoa que utilize as marcas localizadas nos pneus.

Consistem em pequenos elásticos localizados dentro dos canais longitudinais do pneu e marcam o ponto em que a profundidade do piso atinge 1,6 mm. Cada pneu dispõe de seis pontos de controlo facilmente identificados pelas iniciais TWI (Tread Wear Indicator), gravadas no extremo do flanco.

• Vibrações – são transmitidas pelo volante durante a marcha do veículo e costumam ser uma consequência direta de uma paragem prolongada detes. Se não desaparecerem depois de alguns quilómetros, deverá visitar uma oficina especializada o quanto antes.

• Troca sazonal de pneus – com o confinamento, é possível que algum condutor tenha sido apanhado de surpresa e, por isso mesmo, não tenha efetuado a troca dos pneus de inverno. Assim que a atividade for retomada, deve proceder à troca sazonal e equipar o veículo com pneus de verão.

Se não for possível, poderá continuar a fazer uso dos pneus de inverno, desde que o código de velocidade seja o mesmo dos pneus de verão. Se, por outro lado, for inferior, é recomendável substituí-los antes do dia 15 de maio.

Fonte: Revista dos Pneus.

Goodyear recomenda inspeção detalhada aos pneus após o confinamento

Metade da população mundial esteve, durante as últimas semanas, confinada nas suas casas, sem possibilidade de viajar e com grandes limitações de movimentos devido à propagação da pandemia de Covid-19.

Neste contexto, muitos automóveis estiveram parados e sem utilização, com os problemas que tal acarreta para o veículo. Agora, que a população portuguesa entrou na primeira fase do desconfinamento, estando as seguintes previstas para as próximas semanas, o regresso à circulação torna necessário efetuar alguns trabalhos básicos de manutenção do veículo antes deste voltar a circular, sendo fundamental prestar especial atenção ao estado dos pneus enquanto elemento chave para a segurança do veículo.

A pressão de insuflação, a profundidade da banda de rolamento e o estado geral dos pneus são os três aspetos fundamentais que devem ser vigiados para manter o veículo em boas condições. Contudo, não são os únicos. A Goodyear deixa alguns conselhos essenciais para que o regresso à estrada seja feito da melhor forma possível e com a máxima segurança.

Pneus “quadrados”

O ideal teria sido manter o veículo elevado durante o longo período de inatividade, para evitar que os pneus tivessem de suportar peso excessivo. Porém, esta solução é pouco viável para a maioria dos condutores. Ainda assim, este é um aspeto especialmente crítico, devido ao seu peso mais elevado, no caso dos cada vez mais populares SUV e automóveis híbridos e elétricos.

Ao não ser utilizado o veículo, ter todo o seu peso assente sobre os pneus pode fazer com que estes sofram deformações, também conhecidas como “flat spots”. Estas zonas planas que surgem na banda de rolamento podem desequilibrar a roda, fazendo com que a direção vibre e afete o comportamento do veículo chegado o momento de voltar a circular na estrada.

Para evitar este problema, sempre que possível, o veículo deve ser movido regularmente, mesmo que por curta distância. Caso os pneus tenham recebido os cuidados adequados durante a sua imobilização prolongada, através dessas movimentações regulares, essas pequenas zonas planas, provocadas por alguns dias de paragem, geralmente desaparecerão após, aproximadamente, 40 km de condução.

Profundidade da banda de rolamento

Ainda que os prazos para realizar a inspeção ao veículo tenham sido suspensos durante o período em que durou o Estado de Emergência, a lei que rege a profundidade legal mínima da banda de rolamento de 1,6 mm manteve-se inalterada.

A profundidade da banda de rolamento desempenha um papel essencial para ajudar o veículo a “agarrar-se” à estrada, especialmente em condições de humidade elevada ou chuva repentina, como é habitual ocorrer na primavera.

Sem uma correta profundidade do desenho da banda de rolamento, o veículo será mais difícil de controlar e as suas distâncias de travagem aumentarão. Um pneu que seja utilizado com uma profundidade de piso abaixo de 1,6 mm é ilegal. E, caso as autoridades o detetem, o condutor poderá mesmo ser multado.

Pressões de insuflação

Mesmo quando um veículo não circula na estrada, os condutores devem prestar especial atenção à pressão dos pneus. Para mantê-los sempre no melhor estado, devem ser insuflados regularmente, utilizando como medida a pressão máxima recomendada pelo fabricante do veículo. Esta informação pode ser encontrada no manual do veículo, na porta ou no interior da tampa de acesso ao bocal do depósito de combustível.

Para realizar estas verificações e ajustá-las em conformidade, os condutores devem utilizar um medidor de pressão preciso, prestando atenção à necessidade de ajustar a pressão em função de cargas elevadas ou ligeiras.

Aquando da verificação e ajuste das pressões, os condutores também devem garantir que os seus pneus não têm deformações, fissuras ou objetos alojados na banda de rolamento. Caso algum destes fatores esteja presente, o pneu deve ser considerado inseguro até que seja inspecionado por um profissional.

Fatores do meio ambiente

O ambiente em que o automóvel esteve estacionado também pode influenciar a performance dos pneus, dado que o composto de borracha pode, igualmente, ser afetado pelo clima e pela temperatura.

A superfície sobre a qual o veículo está estacionado deve ser firme, razoavelmente nivelada, bem drenada e limpa. Os pneus não devem enfrentar temperaturas extremamente elevadas ou baixas durante longos períodos de tempo. De igual modo, não deverão ser permanentemente expostos à luz solar direta ou sobre superfícies absorventes de calor, como o asfalto negro.

Além de todas estas recomendações, a Goodyear aconselha uma visita a uma oficina especializada, para que na mesma possa ser realizada uma verificação destes e de outros fatores que podem afetar a performance do pneu e a segurança do veículo, após este período excecional de imobilização a que se viram obrigados a maioria dos veículos durante as últimas semanas.

Fonte: Revista dos Pneus.

Estacionar na ladeira: quais são os cuidados que você precisa tomar com pneus e câmbio

Engatar a marcha ou virar a roda do carro: o que fazer na hora de parar o veículo na subida?

Se você já parou o carro em alguma descida íngreme, já deve ter ouvido alguém dizer alguma dessas frases: puxe o freio (por motivos óbvios), vire a roda, deixe a primeira marcha engatada.

Veículos mais antigos tinham sistemas mais simples e, vez ou outra, mais falhos também, então somar esses “breques” era importante para não ver o carro descer ladeira a baixo.

Mas isso pode de alguma maneira danificar algumas peças, como freios, pneus e suspensão?

Para o especialista técnico da Bosch, Diego Riquero Tournier, existem alguns pontos a serem lembrados nessa situação. Em primeiro lugar, o sistema de freio de mão mecânico, mais comum, foi desenhado para suportar todo o peso do carro. Portanto, ele é a primeira ferramenta essencial na hora de estacionar o veículo.

“Seja qual for o modelo, antigo ou moderno, tem o freio de estacionamento. O fato de virar a roda do meio fio para a calçada não é um problema. Não tem uma contraindicação contra virar a roda, o problema é usar a roda como elemento de trava mecânica do veículo”, afirma.

“A suspensão, mesmo na descida, foi feita para suportar e distribuir o peso do carro uniformemente no sistema. Não vai haver desbalanço mesmo que o carro esteja virado”.

O que acaba acontecendo é que o motorista encosta a roda e a utiliza como calço, o que acaba deformando o pneu. “Por mais que depois se aperte o botão ou puxe o freio mecânico, o primeiro elemento que está sustentando essa carga seria a roda dianteira”, diz Tournier.

Isso sobrecarrega uma peça que não foi feita para suportar o peso do carro. “O dano mais provável é a deformação do pneu, ao longo do tempo, e também a possibilidade de deformar o terminal de direção. Não é plausível de acontecer acidente, mas é o bastante para modificar a geometria de direção”.

Mesmo veículos automáticos, com o botão de parada, não sofrem grandes problemas nessa situação. Diego afirma que o sistema que segura o peso do carro é o mesmo que freia, portanto não há grandes motivos para preocupação.

Mas os especialistas concordam: não há problemas em deixar o carro com o pneu virado. O professor Marcelo Alves, do departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, ainda acrescenta uma situação de risco para estar atento nessa situação.

“Em princípio, o veículo pode ficar parado com as rodas esterçadas. A questão é o tempo que vai ficar parado. Uma hora ou duas horas, isso não é problema, o problema é o veículo parar por muito tempo, em uma questão de meses”, explica.

Os pneus possuem uma malha de aço interna e um longo período parado pode ocasionar uma lesão nessa malha, que gera bolhas e desestabiliza o veículo.

Fonte: Revista Auto Esporte.

Entenda como funciona e quais são os principais custos envolvidos na manutenção do sistema de suspensão do carro

O que é suspensão?

Suspensão é o conjunto de peças que sustenta o veículo. O objetivo é amortecer as oscilações e imperfeições do asfalto. Os amortecedores trabalham em conjunto com molas, pivôs, buchas e barras de sustentação para que os efeitos de buracos e valetas, por exemplo, sejam minimizados.

Qual é o tipo mais comum de suspensão?

Existem vários tipos de suspensão e de mola. A suspensão que está na maioria dos carros nacionais é a Mcpherson, que possui maior altura, molas helicoidais (aquelas com cara de mola mesmo) e amortecedores telescópicos. Geralmente, esse tipo é usado no eixo dianteiro.

Quanto custa em média?

Cada peça tem seu preço e a variação é alta, já que o custo depende do valor do carro. O amortecedor pode custar de R$ 80 a R$ 600. Cada mola pode custar de R$ 50 a R$ 150. Pivôs e buchas variam de R$ 100 a R$ 250 reais. Vale lembrar que os elementos nunca são reparados, sempre trocados.

Quando a suspensão deve ser trocada?

Se não ocorrer nada de anormal, como uma batida, os componentes da suspensão sujeitos a desgaste devem ser trocados entre os 50 e os 70 mil km rodados. Tudo depende da região em que o carro roda: se houver mais buracos, a suspensão será trocada mais cedo. O ideal é fazer as revisões no tempo certo para que os pivôs, buchas e amortecedores sejam examinando a cada 20 mil km rodados. Para identificar problemas, faça o alinhamento de direção também.

Quais são os problemas mais frequentes? Quanto tempo demora a consertar?

Desgaste dos elementos de ligação, como buchas de borrachas quebradas ou ressecadas. Se as peças não forem importadas, o conserto demora apenas um dia.

Qual tipo de cuidado é preciso ter para que a suspensão dure mais?

É essencial passar por buracos e valetas em velocidade baixa. De acordo com Rubens Venosa, da oficina Motor Max, a suspensão vai durar mais se o motorista passar “de lado” por uma valeta grande ao invés de passar direto com as duas rodas. “O pior é quando as pessoas se assustam e brecam dentro da valeta. Breque sempre antes”, afirma. O peso também influencia na vida útil da suspensão. Quanto mais peso o motorista carregar, mais rápido será preciso trocar as peças.

Quais são os sintomas que o motorista percebe quando as peças da suspensão precisam ser trocadas?

Os principais sintomas são ruídos ao passar em buracos ou ao fazer curvas e pneus gastos. Segundo Walter, da Garage WEB, cantada de pneu sem necessidade e barulho de coisa solta são sinais de suspensão que precisa de manutenção. Em casos extremos, há vazamento do óleo do amortecedor, que não chega a escorrer no chão, mas fica visível a olho nu.

Quais são os riscos de utilizar o carro com a suspensão gasta?

O carro irá “sofrer” mais quando passar por um buraco, por exemplo, o que pode quebrar outras peças importantes. O motorista também pode perder a direção do veículo e, em casos mais extremos, a roda pode até soltar e cair.

Não gosto da suspensão do meu carro. Posso trocá-la?

Sim, mas não é recomendável. “Eu não faço e não recomendo, já que muda as características do carro. É arriscado alterar aquilo que foi estudado por tanto tempo”, afirma Rubens.

Vale a pena comprar as peças separadas?

Depende. Quando o mecânico compra a peça, ele cobra em média 30% a mais do valor gasto no item. O problema é que, o motorista pode perder a garantia do serviço caso a peça quebre novamente.

https://revistaautoesporte.globo.com/Servico/autoajuda/noticia/2015/04/autoajuda-suspensao.htmlFonte: Revista Auto Esporte.