Rodar com os pneus murchos pode aumentar o consumo de combustível em até 50%

Manter os pneus calibrados evitam gastos extras com gasolina, etanol e outros componentes do carro

Dinheiro não cai do céu e muito menos nasce em árvore. Por isso, neste momento em que os preços dos combustíveis aumentam praticamente todas as semanas, dirigir de maneira econômica pode ser a melhor maneira de salvar uma graninha no final do mês, especialmente para aqueles que dependem do carro para trabalhar, como motoristas de aplicativos, taxistas e profissionais que fazem transporte de cargas. E o primeiro passo para não visitar as bombas de combustível com frequência é fazer algo muito simples: manter os pneus calibrados.

Isso mesmo. Os pneus descalibrados aumentam o consumo de combustível, em média, de 10% a 20%. No entanto, em casos extremos, o cenário pode ser ainda pior. “Em situações que os quatro pneus estão murchos e o veículo transporta muito peso, o consumo de combustível pode ser até 50% maior”, explica Rafael Astolfi, gerente de Assistência Técnica da Continental Pneus.

O consumo de gasolina, etanol ou diesel acaba sendo maior, pois o motor é obrigado a fazer mais força para colocar o carro em movimento, já que o atrito dos pneus murchos com o asfalto é maior. Ou seja, no anda e para dos congestionamentos das grandes cidades, este consumo extra de combustível tende ser ainda maior.

Outros problemas

Rodar com os pneus descalibrados não faz somente o carro beber mais. Outros componentes podem ser afetados, obrigando o proprietário antecipar a troca das peças. De acordo com Fabio Magliano, gerente de produtos Car e Motorsport da Pirelli para a América Latina, os pneus murchos podem “ocasionar danos à suspensão em geral, rodas, rolamentos, entre outras peças, além da redução da vida útil do próprio pneu”.

Atenção aos sinais

Um carro com os pneus muito abaixo da calibragem correta (sugerida pela fabricante) transmite alguns sinais para o motorista. Segundo Astolfi, o veículo passa puxar o volante para a direita em linha reta e também nas frenagens, e em curvas mais fechadas, a carroceria também pode sofrer uma leve inclinação. Os motoristas mais sensíveis conseguem perceber também o carro um pouco mais ‘fofo’ a passar por valetas e lombadas, por exemplo.

O que fazer?

É preciso calibrar os pneus com frequência. Algumas marcas sugerem uma vez por semana e outras uma vez a cada 15 dias. O importante, no entanto, é calibrar os pneus com eles ainda frios. Por isso, o ideal é cumprir a missão logo pela manhã no posto mais próximo.

Algo interessante a se observar é as libras de cada um dos pneus no início da calibração. Em alguns casos, apenas um dos pneus perdeu mais pressão que os demais, o que pode indicar um problema maior, como roda amassada, bolha interna ou mesmo um furo. Neste caso, vale uma visita a um especialista para que o pequeno problema não se torne uma grande dor de cabeça.

Pneus calibrados acima do recomendado

Calibrar os pneus acima do recomendado pelas fabricantes também é um erro que vai custar caro. Apesar de o consumo de combustível ficar relativamente melhor, o componente acaba se desgastando de uma maneira irregular e acentuada na região central, reduzindo a área de contato com o solo e afetando diretamente a segurança do veículo. Também prejudica o conforto e as respostas do volante ficam mais rápidas, influenciando na dirigibilidade.

Fonte: AutoEsporte.

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