Saiba como ler as informações dos pneus do carro

Pode não parecer, mas há diversas informações importantes nas laterais dos pneus do carro. Cada código presente nessa parte dos compostos tem um significado técnico que são importantes quando chega a hora de trocar os pneus.

Por isso é importante saber o que as letras e números significam. “Essa sequência é como um documento de identificação e os dados ali disponíveis são essenciais para o condutor não errar ao trocar os equipamentos. Sempre recomendamos que os substitutos sigam as medidas do original para evitar problemas futuramente”, afirma Antonio Roncolati, diretor da Unidade de Pneus de Passeio da Goodyear.

Informações dos pneus do carro: categoria de uso

Esse código começa sempre com letras, sendo que elas indicam qual o veículo adequado para aquele pneu. Caso tenha a letra “P”, por exemplo, significa que aquele é um composto para veículos de passeio. As letras “LT” indicam que aquele é um pneu para utilitários leves, como os SUVs e picapes.

Porém, pode acontecer que não haja nenhuma letra. Nesse caso, isso significa que o pneu utiliza a métrica europeia.

Medida

Logo após o código anterior, há as informações das medidas dos pneus. A primeira é a largura em milímetros. Depois, vem o perfil do pneu, que é a altura dele. A letra que vem depois indica a estrutura, sendo “R” para radial e “D” ou “-” para diagonal. Por último, os demais números representam o diâmetro da roda em polegadas ou cm.

Índice de carga

Os números que aparecem na sequência representam o índice de carga, que é o peso máximo que um pneu pode suportar. Caso haja o número 80, por exemplo, significa que a capacidade máxima é de 450 kg. Clique aqui para conferir uma tabela com algumas dessas informações.

Índice de velocidade

Por último, há uma letra que representa o índice de velocidade. Cada letra representa as velocidades máximas suportadas por aquele composto. A menor é a letra N, que significa que o limite é de 140 km/h. Já a Y, a maior, representa o limite de 300 km/h. Veja a relação completa aqui.

Fonte: Garagem 360

Preciso aquecer o motor do carro antes de sair?

Prática era comum (e necessária) em motores antigos. Os carros ganharam tecnologia, mas o hábito ainda persiste – mesmo com os atuais sistemas de partida a frio

Dar partida em carros já foi um desafio. Até para quem, hoje, já tem lá seus 50 anos, não viveu a época em que ligar um motor poderia ser algo até perigoso.

Antes do motor de partida elétrico, a tarefa era feita por meio de uma manivela, que tinha que ser conectada ao virabrequim; e isso exigia alguma habilidade (e agilidade para não se machucar).

O uso de etanol voltou a causar problemas em regiões frias na época do carburador. Esse problema foi praticamente sanado com os tanquinhos de gasolina para partida a frio (tecnologia que estreou por aqui em 2003, com o VW Gol TotalFlex).

De uns tempos pra cá isso melhorou ainda mais, com os sistemas de pré-aquecimento das velas. Mas especialistas afirmam que usar o carro para trajetos muito curtos ainda pode ser prejudicial ao motor, reduzindo seu tempo útil de vida. Veículos com alta quilometragem podem ter motores muito bem conservados se rodados nas condições ideais.

Na época do carro a álcool, com afogador e carburador, era preciso ligar o carro e dar uns minutos para que as leis da termodinâmica provarem seu valor. Ou seja, que o motor trabalhasse um pouco, ainda parado, para chegar a uma temperatura mais próxima da ideal para operar.

Hoje, aquecer o motor com o carro ainda parado é absolutamente desnecessário. Basta entrar no carro e dar a partida. Os minutos que você levará para se posicionar, afivelar o cinto, checar os espelhos e o painel é suficiente para que tudo esteja a contento.

A injeção eletrônica eliminou a necessidade de esquentar o combustível. Além disso, a maioria dos veículos novos têm sistema de partida a frio e esquentam as partes móveis e atingem a temperatura ideal de funcionamento enquanto rodam, cerca de 5 a 10 minutos depois de começar a andar.

Renato Romio, chefe da Divisão de Motores e Veículos do Centro de Pesquisas do Instituto Mauá de Tecnologia, dá algumas dicas de como andar esses 10 minutos sem agredir demais as peças frias do veículo.

“O jeito ideal de aquecer o motor é dar carga aos poucos. Não é bom aquecer o carro em marcha lenta ou sem carga”, afirma ele. “Carga” significa o quanto o pedal do acelerador é pressionado, isto é, o ideal é ir acelerando aos poucos quando pegar o carro.

Além disso, tanto faz o tipo de combustível que o veículo leva. Seja etanol, gasolina ou até mesmo diesel, o sistema que injeta combustível no motor não sofre tanta interferência da temperatura externa. E o elétrico ou híbrido? “Também não precisa aquecer antes”, afirma Renato.

Mesmo que você ainda goste de ligar o carro e esperar uns minutinhos enquanto arruma o rádio ou escolhe uma música para a sua viagem, isso não interfere na durabilidade do motor.

Se seu trajeto é muito curto, vale mais a pena buscar alternativas de transporte do que ficar preocupado, porque ele não irá atingir a temperatura ideal. Porém, aí o problema é outro – não necessariamente a questão da partida.

Usar o carro em trechos curtos, com o motor frio, ou em trânsito pesado, configura o que se chama de “uso severo”. Nesta condição, é preciso antecipar as trocas de óleo, bem como os elementos filtrantes, cabos e velas.

Vale lembrar que o consumo de combustível também será mais elevado do que quando o motor trabalha nas temperaturas ideais de funcionamento.

Fonte: Auto Esporte.

Pneu também tem vida útil. Saiba quando substituir o do seu carro

Consegue verificar se o pneu do carro está na validade? Técnicos respondem quanto tempo e quando fazer as manutenções necessárias

Responda rápido: você sabe se o pneu do seu carro ainda está dentro da validade? Como você faria essa checagem? Pela marca TWI na banda lateral, pela validade carimbada no lado de dentro ou pela garantia do produto?

Com a polêmica dos Run-Flat, ressurgiu a discussão da vida útil dos pneus. Por isso, conversamos com dois técnicos para esclarecer quando trocar e como ter os cuidados básicos para conservá-los em bom estado.

Devo seguir a data de validade?

Muitas pessoas confundem validade e tempo de uso. Segundo Donizete Bonacini, especialista em pneus, “não tem validade, e sim garantia”. É convenção dos fabricantes oferecerem 5 anos de cobertura a partir da data de fabricação, ou da emissão da nota.

Ou seja, se ocorrer algum problema dentro desse período, a empresa revendedora do pneu será responsável por dizer se houve falha de fabricação ou mau uso pelo condutor.

E onde fica a data de fabricação? Carimbada na parte externa do pneu, próximo ao DOT. Os últimos 4 algarismos indicam a semana e o ano em que o pneu foi produzido. Exemplo: se os últimos números são 3416 significa que a fabricação foi na 34ª semana de 2016.

Outra forma mais simples de validar a garantia do pneu é através da nota fiscal. A partir da emissão da nota fiscal, conta-se 5 anos de cobertura. Por isso, a importância de pedir e guardar a nota fiscal na compra do produto.

Uso tem influência

Fábio Magliano, gerente de Produtos Car e Motorsport da Pirelli para a América Latina, afirma que a vida útil do pneu é bastante relativa, e varia de acordo com o tipo de uso. Para pneus de carros de performance, com índices H, Y e ZR (que suportam velocidades acima de 210 km/h), o recomendável é troca em 5 anos, já que pedem maior aderência.

Em carros populares, a recomendação sobe para 10 anos, mas isso quando o produto estiver bem conservado e com balanceamento, alinhamento e calibragem em dia.

Qualquer anormalidade, melhor conferir seu estado em uma oficina.

O alinhamento de direção, balanceamento de rodas e o rodízio é recomendável a cada 10 mil quilômetros rodados, pelo menos. “Ou se o condutor tive um impacto muito grande na roda. Mesmo que o motorista não considere que o volante está torto ou puxando para um lado, é sempre bom verificar em um mecânico de confiança, pois o pneu pode ter um desgaste irregular”, reitera Donizete.

Já a calibragem deve ser feita em média de 20 em 20 dias, com pneus frios. Para isso, dê preferência ao serviço feito próximo ao trabalho ou à residência e sempre no mesmo posto de confiança, dependendo da mangueira ou do calibrador, pode haver diferença no resultado.

Caso sinta que há algo de errado com o pneu, mesmo dentro da garantia dos 5 anos, a dica é ir à uma revenda especial ou a um especialista para melhor avaliação, independente de quanto tem de suco profundo ou se ainda aparência de novo. “O carro pode ter sofrido um problema na lateral que pode compremeter a validade do pneu”, diz Magliano.

Estepe: mesmo reservado, precisa ser trocado

Vale lembrar que o estepe também deve ser trocado em no máximo em 10 anos, já que “mesmo sem ter rodado 1 metro, a borracha passa por um processo natural de envelhecimento”, adianta Fábio. Isso serve se o pneu reserva for o tradicional e não temporário, como equipado nos novos modelos de automóveis.

Fonte: Auto Esporte.

Ainda é preciso fazer o rodízio dos pneus?

A prática pode aumentar o tempo de uso, mas é preciso estar atento ao tamanho das rodas

Sim, ainda é preciso fazer o rodízio dos pneus do carro, mas existem algumas exceções. Em algumas concessionárias, essa troca já é feita na hora da revisão programada.

Algumas montadoras não recomendam a prática porque alguns modelos utilizam pneus ou até rodas com tamanhos diferentes na dianteira e na traseira, o que inviabiliza a troca, como o Porsche 911. Não é comum, mas vale a pena checar.

Por qual motivo?

O motivo para esse rodízio é bem simples: Com a troca, a borracha se desgasta uniformemente e nenhum dos eixos fica com um par mais “careca” que o outro.

Os pneus do eixo tracionado sofrem uma força maior do que os demais, tendo um desgaste até três vezes maior. Isso pode gerar problemas para o condutor. Com o pneu careca, a aderência ao solo fica desigual, o que pode causar acidentes em situações extremas, como em dias de chuva.

Quando fazer o rodízio?

“Um carro que anda muito na cidade, acerta as rodas em muitos buracos, acaba tendo que fazer alinhamento e balanceamento a cada 10 mil km aproximadamente. Aí é uma boa hora pra fazer o rodízio”, afirma o gerente de produtos da Pirelli, Fábio Magliano.

Com o revezamento e o carro alinhado, a borracha se desgasta por igual e o veículo acaba se comportando de maneira mais homogênea.

Posso colocar espete no revezamento?

Sim, mas quem quiser incluir o estepe nesse revezamento precisa ter certeza que todos os pneus são iguais, já que ele pode ser temporário, de um material mais fino que os demais pneus e com limite de velocidade de 80 km/h.

Como fazer o rodízio de pneus?

Basicamente, os pneus podem ser trocados de duas maneiras. A primeira e mais comum é para carros de passeio, em que o rodízio é feito de maneira paralela, ou seja, quem está no eixo dianteiro vai para o traseiro do mesmo lado.

Outro modo é o rodízio em X, em que os pneus da dianteira são trocados na diagonal, ou seja, o da frente, na esquerda, vai para trás, na direita e vice versa. Esse tipo de troca é mais comum em veículos off-road.

Existe um sentido de giro do pneu?

Segundo Flavio Santana, gerente de produto da Michelin para América do Sul, alguns modelos de pneus possuem sentido de giro, e é necessário ficar atento na hora da troca para não errar. Se isso acontecer, o desgaste pode ser ainda maior e mais irregular ainda, causando todos os problemas citados acima.

“Pneus chamados ‘borrachudos’, aqueles para terrenos de barro, areia, etc, quando colocados em rodagem no asfalto, podem ter um desgaste irregular, chamado de “dente de serra”. Nesses casos, o ideal é o rodízio em X, para que esse desgaste ocorra de maneira regular”, comenta ele.

E o carro com tração nas quatro rodas?

“Nesses veículos é ainda mais importante que todos os pneus estejam com o mesmo desgaste, mantendo o equilíbrio do veículo. A compensação em caso de desequilíbrio é feita pelo diferencial, que pode ficar sobrecarregado e estragar a peça”, afirma Flavio.

Usando ao máximo os pneus

Manter os pneus sempre calibrados é uma forma de evitar desgastes excessivos. “Se o pneu está cheio demais, o atrito com o chão será maior no meio. Mas se não está cheio o bastante, vai ter um desgaste nos ‘ombros’, nas laterais”, afirma Fábio. Sempre que fizer a pausa para abastecer, o ideal é checar se a calibragem está de acordo com o que é especificado pela montadora.

Outro modo de aumentar a vida útil dos seus pneus é ficar atento na hora de estacionar: com a roda encostada na guia, o desgaste pode ser maior e afetar outros elementos do carro. Ou se você tem dúvidas se o pneu que comprou é de boa qualidade, nós te ajudamos a decifrar os números que vêm na lateral para não cair em ciladas.

Fonte: Auto Esporte.