Qual a diferença entre alerta e monitoramento de pressão dos pneus?

Ambos os sistemas avisam quando o pneu fura, mas a precisão varia

Os dois avisam quando o pneu está murcho, mas só o monitoramento fala a pressão que cada pneu está. Como o nome indica, este sistema acompanha o volume de ar dentro de composto, e normalmente dá esses valores no computador de bordo do carro.

A vantagem do monitoramento é a precisão, pois ele detecta variações a partir de 1 lb/pol² na pressão e pode antecipar uma perda gradual de ar antes do pneu murchar muito.

Seu lado negativo é o custo maior, pois ele exige sensores embutidos em cada roda e antenas para transmitirem as informações ao veículo.

Bem mais simples é o alerta, que nada mais é do que uma programação no software do ABS ou ESC. Nele a perda de pressão é detectada por uma mudança na velocidade de uma ou mais roda (um pneu murcho tem diâmetro menor, e gira mais rápido).

Seu custo é virtualmente zero, mas ele só detecta variações de pressão a partir de 3 lb/pol².

 

Fonte: Revista Autoesporte.

O pneu do meu carro pode deformar na quarentena?

Algumas práticas simples garantem a durabilidade do composto durante o período que o veículo não é usado

A quarentena para ajudar a conter o novo coronavírus fez com que milhões de carros ficassem parados na garagem.

Isso exige uma série de cuidados com o carro, incluindo a limpeza da cabine e o combustível que está no tanque. Mas você sabia que até os pneus demandam atenção nesse período?

O principal problema é que o pneu perde, gradualmente, o ar comprimido em seu interior. Normalmente esse esvaziamento é compensado ao calibrar o composto semanalmente no posto.

Como os órgãos de saúde não recomendam saídas de casa para tudo que não for essencial, é possível contornar esse problema de duas formas.

Como resolver?

A mais simples é encher mais o pneu. O ideal é ver no manual do proprietário qual é a pressão recomendada para quando o veículo está cheio. Esse índice varia de carro pra carro, mas pode ser quase 10 lb/pol² acima do valor padrão.

Feito isso, leve o veículo com cuidado até onde será armazenado. Isso é importante pois em alguns modelos a pressão extra sem que o carro esteja carregado pode reduzir a aderência dos pneus.

Outra solução, mais cara e complexa, é colocar nitrogênio nos pneus. Esse gás inerte é vendido em algumas borracharias e reduz a perda de pressão.

O nitrogênio pode vir de tanques ou produzido por máquinas especiais, e o custo de colocá-lo pode chegar a R$ 25 por pneu, dependendo da oficina.

Não seja chato

Um problema comum em carros armazenados por muito tempo é a deformação permanente do pneu. O chamado “achatamento” acontece quando o pneu fica parado em um mesmo lugar por muitos meses.

Esse risco é muito pequeno para esse período de quarentena, e não exige que o carro fique apoiado sobre suportes — algo comum em veículos clássicos.

Uma forma simples de contornar esse problema é movimentar o veículo alguns centímetros para frente ou para trás a cada 15 dias, alterando a posição do pneu.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.