Pneu tem validade? Saiba qual é o prazo de segurança para rodar com ele

Apesar das controvérsias sobre o prazo de validade dos pneus, há um prazo mínimo para que você possa rodar em segurança com eles

Quando o assunto é se o pneu tem validade e quanto tempo ele dura, diversas fábricas se contradizem em relação a durabilidade. Porque, é claro que a borracha com o tempo perde a sua eficiência.  Mas, afinal, por quanto tempo é seguro rodar sem trocas os pneus?

Um assunto controverso é a durabilidade do pneu. Pois, algumas fábricas dizem que ele dura de cinco a seis anos, outras, dizem que os pneus duram até os 10 anos. E existem outras que o garantem durante tantos anos, e estamos conversados.

Apesar dessa falta de informação mais objetiva, tudo leva a crer que: nos primeiros cinco a seis anos, o pneu se mantém com todas as suas características originais, com o necessário atrito em relação ao asfalto. Daí para frente, o composto de borracha vai endurecendo, perdendo a flexibilidade, com aspecto quase brilhante, perdendo o atrito, a aderência no asfalto, comprometendo a estabilidade e o espaço de frenagem.

Mas, ele mantém sua integridade até chegar no entorno de 10 anos, quando começa a aparecer fissuras, trincas na borracha. E aí, além de prejudicar o desempenho, ele ainda pode estourar, romper e provocar, ele mesmo, um acidente.

 

Fonte: Autopapo.

 

9 dicas para cuidar da manutenção do motor do seu carro

Você está cuidando bem do coração do seu carro?

O motor é o coração do veículo e precisa de manutenção periódica uma vez por ano ou a cada 10.000 km, no mínimo. Os cuidados mais comuns são a troca de óleo e dos filtros (ar, óleo e combustível). Mas há outros itens que demandam manutenção preventiva, como correia dentada, cabos e velas de ignição e fluido de arrefecimento.

A troca deles pode ser feita em casa, mas é preciso ficar atento a alguns detalhes, como o descarte de óleo e fluido de arrefecimento, que não pode ser feito na rede de esgoto. A correia dentada, normalmente, requer um conhecimento mais apurado do funcionamento do motor, pois, se instalada de forma errada, pode alterar o ponto de ignição do motor e provocar falhas de funcionamento. Na pior das hipóteses, pode ocasionar o “atropelamento” das válvulas, com danos severos a diversas peças do cabeçote.

A dúvida que pode surgir é: e quando a manutenção está em dia e o motor começa a falhar ou apresentar consumo elevado, o que pode ser e o que fazer? O primeiro item a ser verificado é o combustível, pois a qualidade é fundamental para o bom funcionamento do motor. Combustível ruim contamina o óleo lubrificante, as velas de ignição e os bicos injetores. Para evitar problemas, o recomendável é abastecer sempre no mesmo posto, em horário comercial e pedir nota fiscal.

Pode ocorrer também de um ou mais componentes estarem com a especificação diferente da correta ou com defeito. Neste caso, é preciso revisar todos os sistemas até encontrar o defeito.

1- Limpeza dos bicos injetores

A equipe técnica da Magneti Marelli indica a limpeza dos bicos injetores nos casos em que o veículo apresenta dificuldade de partida ou consumo elevado de combustível. As válvulas não entopem, mas possuem filtros internos que podem ser substituídos. O diagnóstico é feito com equipamento especial, que mede a quantidade de combustível injetado. Se houver diferença entre os injetores é preciso fazer equalização, com uso de uma máquina específica para isso.

2- Injeção direta

A mesma atenção que se dá aos veículos com injeção indireta deve ser dada aos de injeção direta, explica a equipe da Magneti Marelli Aftermarket. A alimentação do combustível é pressurizada a 200 bar e os injetores devem ser verificados quando há sinais de problema. Algumas válvulas de injeção permitem reparos, com a troca de componentes e a identificação de reparo e/ou troca da peça sendo feita com auxílio de equipamentos específicos.

3 – Óleo do motor

Sempre utilize o óleo especificado no manual do proprietário, independentemente da quilometragem do veículo, e faça as trocas no prazo indicado. Jamais complete o nível. Se houver vazamento, corrija e troque o óleo. Sempre troque o filtro junto com o óleo, pois isso evita contaminação do lubrificante novo por impurezas do filtro velho.

4- Mangueiras

Componentes de borracha presentes no cofre do motor envelhecem com o tempo e devem ser checados e trocados preventivamente, como mangueiras de combustível e radiador. A vida útil é de cinco anos (tal como pneus) e após esse período podem ressecar e criar fissuras.

5 – Velas

A vida útil de uma vela é determinada pelas montadoras. Nos manuais do proprietário o usuário pode verificar a recomendação de troca das peças de acordo com esses testes. A fabricante NGK recomenda a inspeção da vela a cada 10.000 km ou anualmente. Segundo o consultor de Assistência Técnica da NGK do Brasil, Hiromori Mori, o motorista que deseja melhor performance e dirigibilidade pode substituir sua vela de ignição comum por um modelo especial, feito de platina ou irídio, desde que haja aplicações do produto compatíveis.

6 – Turbo

Geralmente o turbo dispensa manutenção. Fabricantes garantem vida útil de até 200.000 km desde que seja utilizado corretamente e, para isso, basta realizar as trocas de óleo motor nos períodos previstos no manual do proprietário, uma vez que utiliza o mesmo lubrificante.

7 – Correia dentada

Deve ser substituída conforme a indicação da fabricante do veículo, no manual do proprietário. O desgaste que ocorre nos rolamentos auxiliares e esticadores acompanha o da própria correia. Além disso, para evitar que a nova correia sofra desgaste diferente da anterior por vícios dos componentes que trabalhavam no conjunto antigo, é altamente recomendada a substituição de todas as peças do conjunto de sincronização.

8 – Radiador

É muito importante assegurar que a água esteja com a proporção correta de aditivo, que deve ser a especificada pela fabricante do veículo. Periodicamente, deve ser dada atenção à manutenção do sistema de arrefecimento completo, observando a temperatura de trabalho do motor. Os técnicos da Magneti Marelli Aftermarket explicam que um motor operando acima ou abaixo da temperatura de funcionamento indica que há necessidade de revisão e manutenção.

9 – Filtros

Uma vez por ano, pelo menos, devem ser trocados os filtros de ar, óleo, combustível e ar-condicionado. O consultor técnico José Carlos Finardi, do Canal 100% Motor, não recomenda utilizar filtros laváveis. “Acompanhei diversos testes quando trabalhei em uma montadora, que mostraram ineficiência dos filtros laváveis após o primeiro uso”.

 

Fonte: Auto Esporte.

 

Oficina: pastilhas e discos de freio são novos e estão com ruído, o que fazer?

Saiba o que fazer quando se troca discos e pastilhas de freio e mesmo assim um ruído metálico chato vira a trilha sonora da sua viagem

A chiadeira começou logo depois que você acabou de trocar as pastilhas e os discos de freios do seu carro. Mas por que isso acontece?

“Ruídos ocasionados pelo conjunto de freio dificilmente estão relacionados com os discos. Na maioria dos carros (95%) o problema é com a qualidade das pastilhas”, diz o engenheiro Rubens Venosa, da oficina Motor Max, em São Paulo.

As pastilhas mais baratas contêm pó de ferro em sua composição para dissipar calor. O pó se solta e leva embora com ele a alta temperatura, mas também emite um ruído. Já existem pastilhas melhores e mais caras que vêm com uma placa anti-ruído, embora o som desagradável não interfira na eficiência da frenagem.

O consultor lembra que pode haver casos mais específicos, e raríssimos, onde o problema é o de uma pinça engripada, que faz com que o veículo ande “semi-travado”. Também pode haver aquecimento das peças, gerando o indesejável barulho metálico.

A dica ao trocar pastilhas e discos é sempre limpar e lubrificar os pinos das pinças para evitar travamentos. Mas nem sempre o diagnóstico é simples: “Devido ao tamanho da pastilha, e ao formato da pinça de freio, o produto de um fabricante pode ficar bem em um carro, mas em outro não. O que não pode haver é oscilação na peça”, afirma o engenheiro.

“Em média, troca-se as pastilhas com 20 a 25 mil km rodados, e os discos na segunda troca de pastilhas. O prazo pode cair para 15 mil quilômetros se o carro for apenas de uso urbano”, conclui o consultor de Autoesporte.

 

Fonte: Autoesporte.

 

É preciso mesmo fazer rodízio de pneus?

Especialistas da área recomendam a prática. Mas, para o seu carro, não tem como escapar: precisa ler o manual e saber o prazo ideal de troca

Nenhum dos especialistas consultados por AUTOESPORTE é contra a prática do rodízio de pneus. Existem algumas condições do país que contribuem para a sugestão da prática, como o piso em mau estado e até o tipo de tração da maioria dos carros vendidos aqui (no eixo da frente).

“O rodízio é muito importante. A maior parte dos carros tem motor dianteiro e tração dianteira, o que sempre faz com que o desgaste em um dos eixos seja mais acentuado. Com o rodízio, um jogo pode compensar o desgaste”, recomenda Cesar Maldonado, gerente de atendimento ao consumidor da Continental.

Segundo o especialista, os pneus dianteiros sofrem desgaste maior porque suportam mais peso do que os traseiros. Além disso, acumulam essa característica com o esforço da tração.

Há uma terceira força que leva os pneus instalados na dianteira se desgastarem mais rapidamente: são eles os responsáveis primários pelas frenagens.

Quando o pedal do freio é acionado, a borracha sofre com o aumento de atrito até o veículo parar.

Quando alternar os pneus?

A maior parte dos fabricantes de pneus recomenda o rodízio em prazos entre 5 mil e 10 mil km rodados. Como pneu tem prazo validade, é importante lembrar de envolver o estepe no rodízio.

A rigor, recomenda-se trocar os quatro pneus a cada cinco anos, independentemente da quilometragem acumulada.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.