Tudo que você precisa saber sobre pneus de uso misto

Conheça as características, vantagens e desvantagens do tipo de pneu cujo uso cresce junto com o sucesso dos SUVs

Na esteira do sucesso de utilitários esportivos e crossovers, os pneus de uso misto vêm ganhando espaço no mercado. No entanto, além de custarem até 50% a mais, eles também apresentam certas desvantagens que muita gente sequer imagina. Por isso, é importante entender se eles são adequados para você e o seu carro.

Características

Como o nome sugere, os pneus de uso misto permitem que o veículo rode sobre pisos pavimentados e também no fora-de-estrada, fazendo a transição sem maiores dramas. “Eles são indicados para quem precisa trafegar um pouco nos dois mundos”, diz Eduardo Roveri, gerente de certificação da Continental Pneus, referindo-se ao seu maior benefício, a versatilidade. “Evidentemente, o pneu misto não é o melhor para o asfalto, caso contrário seria ruim na terra. E vice-versa”.

Esse meio termo se reflete em sua construção. A estrutura é mais reforçada que a dos pneus para asfalto, para suportar maiores níveis de impacto e ser mais resistente à perfuração – essa estrutura mais robusta explica o custo mais elevado. Já a banda de rodagem possui um desenho mais liso e uniforme que a dos pneus “mud” (especiais para o off-road pesado, que possuem grandes blocos espaçados e têm preço ainda maior), o que o faz perder capacidade de tração nas trilhas, mas melhora o conforto no asfalto.

Apesar do grande avanço apresentado nos últimos anos, principalmente em função da demanda dos SUVs, os pneus de uso misto ainda apresentam desvantagens, como nível de ruído mais elevado –  principalmente em velocidades mais altas -, além de maiores consumo de combustível e distância de frenagem em piso molhado.

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Design também conta

“A demanda por esses pneus não se deve apenas à aplicação em si, mas também pelo seu design”, explica Fabio Migliano, gerente de produto e motorsport da Pirelli, referindo-se a modelos que não tem qualquer recurso off-road e são usados 100% no asfalto, mas que incorporam os pneus mistos como recurso estético. “Há motoristas que sabem disso e até abrem mão do conforto pelo visual, mas tem gente que só descobre na prática e fica decepcionado.”

Então, na hora de comprar um automóvel, é importante levar o tipo de pneu que ele está calçando em consideração. Além disso, no momento da reposição, se o consumidor sabe que não vai colocar o carro na lama e abre mão do visual, ele também pode considerar a troca dos pneus de uso misto por modelos “100% asfalto”, de olho em uma melhor relação custo/benefício.

Mix

Os pneus de uso misto ainda possuem variantes – o que amplia as dúvidas do consumidor, mas, ao mesmo tempo, permitem uma melhor adequação às suas necessidades. Os modelos do tipo 50/50 ficam no meio termo, e são recomendados para quem faz um uso equilibrado entre asfalto e terra.

Há versões que privilegiam o fora-de-estrada (um pneu 20/80 tem maior capacidade de tração na trilha, mas maior nível de ruído que o 50/50 no asfalto), indicados para quem usa o carro mais na terra, e, eventualmente, no asfalto, e outras que são projetadas para o oposto (um 70/30 será mais silencioso em vias pavimentadas, mas proporciona menos tração na terra que o 50/50), ideais para quem usa o carro na cidade e eventualmente faz incursões em estradas de terra.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.

Conheça os diferentes tipos de pneus e aprenda a escolher o melhor para seu carro

Disponível em vários tipos, o item também exige cuidados especiais. Saiba como aumentar sua vida útil e reconhecer o momento da substituição

O pneu é considerado um item de segurança do veículo. Qualquer descuido pode trazer riscos, defeitos mecânicos e até multas. Por isso, os cuidados devem começar já na leitura do manual do proprietário. “É na indicação do fabricante que constam a pressão correta, o controle periódico do alinhamento e do balanceamento e os tipos mais adequados”, explica o presidente-executivo da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, a ANIP, Alberto Mayer.

Os tipos a que Mayer se refere são os de uso on-road (predominante em asfalto), off-road (de utilização em estradas de terra e lama) e misto (ideal para os dois solos). As diferenças começam já na parte visual. “Os pneus off contam com uma banda de rodagem mais espaçada, sulcos mais largos e carcaça reforçada. Já os do tipo on possuem sulcos menores que aumentam a área de contato com o solo”, diz o gerente de Marketing, Produto e Motor Sports da Pirelli, Fábio Magliano.

Os pneus ainda contam com uma categoria “ecologicamente correta”. Os chamados pneus verdes são fabricados de maneira diferente e com outros tipos de materiais que os deixam mais leves, menos ruidosos e com menor resistência ao rolamento, o que possibilita a redução no consumo de combustível. Geralmente são de uso-misto.

Precauções

Os especialistas consultados explicam que essa divisão do produto por configurações não é uma mera formalidade. Equipar veículos que andam exclusivamente na cidade com pneus fora de estrada e vice versa pode comprometer a segurança dos ocupantes e a durabilidade do produto.

“Um produto voltado para uso off-road equipando um utilitário-esportivo que só trafega no asfalto, por exemplo, pode ter desgaste irregular, causar um ruído desconfortável na cabine e até passar por aquecimento acima da média por resistir a cortes”, afirma o gerente geral de engenharia de vendas da Bridgestone, José Carlos Quadrelli. O cenário oposto também causa danos. “O pneu de uso on ou misto em uma trilha de terra severa pode ter os pedaços da banda de rodagem arrancados e desestabilizar o veículo”, alerta o engenheiro de campo de pneus de passeio da Michelin, Flávio Santana.

Magliano também cita que até alguns utilitários-esportivos equipados com propulsores mais potentes exigem uma checagem minuciosa do item. “São veículos que possuem um tempo de resposta e um espaço de frenagem diferenciados. O ideal é que se utilize o do tipo misto e que, após uma trilha, volte à calibragem indicada no manual”.

Manutenção

Olhar apenas se o pneu está “careca” deve ser apenas o primeiro de uma série de cuidados a serem tomados periodicamente. É preciso voltar ao manual do proprietário e verificar o nível de pressão e a quilometragem exata para se realizar o alinhamento, o balanceamento e a calibragem.

“É ideal que o proprietário tenha esse número referente à calibragem sempre na memória. E que ela seja feita a cada quinze dias, com o carro ainda frio”, indica o gerente de marketing de automóveis da Goodyear, Vinícius Sá.

Mayer lembra que os pneus vêm com ressaltos na base dos sulcos para indicar o limite de segurança sem a necessidade de um medidor. “O desgaste máximo, chamado TWI, é de 1.6 mm de profundidade dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado ‘careca’”.

O modo de dirigir também influencia na durabilidade. Os profissionais recomendam evitar tanto aceleradas quanto freadas bruscas. Por fim, é preciso ficar atento aos sinais “físicos” que o veículo emite quando chega a hora de substituir o item. “O pneu perde a aderência aos poucos, o volante emite mais vibrações e o consumo de combustível aumenta gradativamente”, ressalta Santana.

Além da estética, as configurações de pneus, inclusive os verdes, possuem diferenças que são perceptíveis somente durante a rodagem. A convite da Pirelli, Autoesporte testou os tipos verde, misto e off-road.

O veículo equipado de forma alternada com os pneus verdes e mistos era uma picape de grande porte e uso predominante no asfalto. De maneira geral, eles são praticamente iguais, mas justamente por propor menor resistência ao rolamento, o tipo verde deixa a condução muito mais leve e o carro um pouco mais solto. Dependendo da potência do veículo em questão, será preciso colocar um pouquinho mais o pé no pedal do freio.

Já o produto para uso fora de estrada foi utilizado em um pequeno utilitário-esportivo voltado a trilhas. O percurso proposto tinha ladeiras íngremes, pedras, terra, lama e água. Em união com a boa tração do veículo e apenas a primeira marcha engatada, o pneu foi peça fundamental para manter a estabilidade da carroceria, já que ele reúne as funções de tração, escavação e autolimpeza que expulsa a sujeira acumulada entre os sulcos para que o veículo “grude” ao solo.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.

6 riscos que você corre ao calibrar os pneus de seu carro incorretamente

Seu veículo pode ficar menos seguro se os pneus estiverem com falta ou excesso de pressão; confira as principais situações

Deixar de calibrar os pneus de seu carro na periodicidade correta pode reduzir a vida útil do produto em 45% e aumentar o consumo de combustível do veículo em 4%, de acordo com dados da fabricante Continental. No caso do Chevrolet Onix, o carro mais vendido do país em 2015, isso pode significar tirar do bolso até R$ 10 a mais por mês. Para o cálculo, levamos em consideração o consumo médio do modelo com câmbio automático e motor 1.4 abastecido com etanol.

Mas os riscos vão além do bolso. Não calibrar os pneus é perigoso para a segurança do seu veículo. Segundo Rafael Astolfi, gerente de assitência técnica da Continental, o ideal é enchê-los toda semana, conforme a pressão indicada pela montadora, quando os pneus ainda estão frios, ou seja, no posto mais próximo da sua casa. Entenda abaixo a que perigos vocês está submetido quando enche seus pneus demais ou de menos.

PROBLEMAS CAUSADOS PELA FALTA DE PRESSÃO

1 – Seu carro fica mais suscetível à aquaplanagem

Segundo Astolfi, os pneus estão diretamente ligados à dinâmica do carro e qualquer variação na pressão, seja ela aumentada ou diminuída, pode alterar o comportamento do veículo. Quando o pneu fica mais murcho, ou seja, quando deixa de ser calibrado, sua área de contato com o solo aumenta e ele empurra a água para frente ao entrar em um piso molhado. Com isso, o acúmulo de água a sua frente fica maior. Esse é o gatilho para a aquaplanagem.

2 – Seu pneu pode sofrer danos por impacto

“Com pressão baixa os pneus ficam mais sensíveis a danos na lateral por impacto, como queda em buraco, choque contra o meio fio, entre outros, o que faz aquela bolha na lateral do pneu”, afirma o especialista. Essa bolha pode estourar e aí, bem, dê adeus a seu pneu.

3 – Seu pneu pode sair da roda

Sim, a má calibragem pode te levar a esse ponto. Chamada de detalonamento, essa situação é uma exceção, afirma Astolfi, e exige uma série de fatores para acontecer. Além da pressão baixa dos pneus, o veículo deve estar muito pesado e numa curva bastante fechada, por exemplo.

4 – Seu SUV pode capotar

Os SUVs têm o centro de gravidade mais alto do que veículos baixos, tais como sedãs e hatches, por exemplo. Essa construção com mais peso concentrado na parte superior do veículo torna esse tipo de carro mais propenso a capotamentos, o que pode piorar muito mais se a calibragem não estiver em dia.

Em geral, os SUVs tem pneus maiores, com paredes grandes na lateral, como afirma o gerente de assistência técnica da Continental. Com o pneu murcho, as laterais baixam, a área de contato do pneu com o solo aumenta e isso pode fazer com que ele “segure” demais no chão. “Nesse caso, o veículo não joga a traseira durante a curva, acaba derivando demais e pode chegar a um capotamento, mesmo com o controle de estabilidade”, afirma Astolfi.

Como esse tipo de situação varia de acordo com a construção lateral dos pneus, em alguns carros o efeito pode ser o contrário. “Alguns pneus podem dobrar na lateral, levantando e diminuindo a área de contato com o asfalto”, explica o especialista.

PROBLEMAS CAUSADOS PELO EXCESSO DE PRESSÃO

5 – Sua picape pode perder estabilidade no eixo traseiro

É importante lembrar que todo tipo de carroceria sofre quando há falhas na calibragem, mas a picape fica especialmente instável quando os pneus têm pressão acima do normal. Ao carregar a picape, é preciso aumentar a pressão dos pneus. Mas ao esvaziá-la, a pressão deve ser reduzida ao normal exigido pela montadora. “Como o pneu fica rígido, ele tende a quicar mais, trazendo instabilidade ao eixo traseiro por causa desse excesso”, explica o especialista. Como boa parte das picapes médias conta com tração traseira ou temporária, o destracionamento pode causar perda de controle facilmente.

6 – A performance de frenagem de seu veículo pode piorar

Segundo Astolfi, o ombro, ou seja, a lateral do pneu, é responsável por carregar a maior parte da carga do veículo. Quando há excesso de pressão na calibragem, essa lateral levanta demais e a área de contato do pneu com o solo diminui. Sem poder contar com os ombros para o segurar, o carro pode aumentar seu espaço de frenagem. De acordo com o especialista, não é possível quantificar isso, já que envolve variáveis como peso do carro, dimensão do pneu, sistema de frenagem, entre outros.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.

6 dicas para prolongar a vida útil dos pneus

A manutenção do seu veículo e o modo como você o conduz estão diretamente relacionados à saúde dos pneus

Não é novidade que os pneus são extremamente importantes para o bom funcionamento dos veículos. Por isso, é preciso estar atento a pequenos hábitos que ajudam a mantê-los em bom estado e prolongam sua vida útil. A pressão dos pneus, por exemplo, deve estar sempre em dia para que não haja gasto excessivo de combustível. Entramos em contato com o coordenador técnico do Cesvi Brasil, Gerson Burin, para descobrir simples mudanças que podem prolongar a vida útil dos pneus.

  1. Pressão

Consulte o manual do seu veículo para saber qual a calibragem ideal dos pneus. É extremamente importante manter a pressão em dia porque o desgaste de toda extensão da banda de rodagem deve ser uniforme. Se ela estiver irregular, pode haver o desgaste somente do centro ou das bordas. E lembre-se: a pressão deve ser feita com os pneus frios, nunca após tê-los esquentado, como em uma rodovia.

  1. Pneus originais

Mantenha a originalidade de fábrica, o pneu tem medidas e limites de cargas específicos que devem ser preservados.

  1. Manutenção do veículo

Sim, a manutenção geral do seu veículo é importante para também prolongar a vida útil dos pneus. Por exemplo, quando o sistema de suspensão está fora do parâmetro ideal, o pneu tem um desgaste excessivo. Vale ficar atento a detalhes como trepidações e tendências do volante puxar para o lado, que podem significar desbalanceamento ou desalinhamento.

  1. Condução

O modo como você dirige seu carro está diretamente relacionado à “saúde” dos pneus. Acelerações e frenagens muito bruscas desgastam mais. Conduza seu veículo de forma leve.

  1. Cuidado com buracos

Evite transitar em pavimentos muito esburacados, caso não seja possível, transite em velocidade reduzida para não danificar a estrutura do pneu. Cuidado também com as valetas e para não subir em guias.

  1. Estética

Não faça receitas caseiras para lustrar os pneus. Jamais utilize produtos que sejam derivados do petróleo para isso. A dica para “embelezá-los” é procurar produtos específicos para este fim, nada que agrida a propriedade da borracha.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.

5 tecnologias que identificam problemas do carro e poupam o seu dinheiro na oficina

Conheça aparelhos que aceleram a manutenção, poupam tempo e dinheiro

Chave de fenda, de boca, alicate… Já foi o tempo em que essas ferramentas de nomes mais conhecidos eram suficientes para uma manutenção bem feita e precisa. As oficinas de hoje contam com aparelhos que simplificam a vida do mecânico, mas estão longe de ter nomes fáceis de pronunciar.

Tente repetir três vezes: espectrofotômetro. O nome é complicado, mas  sua função é simples: recém-lançado, o equipamento mede a tonalidade exata da cor, o que acelera o processo de fabricação da tinta, reduz o risco de erro e evita que toda a peça tenha de ser pintada. O reparo é feito em duas a quatro horas, mais ou menos o tempo que se leva para praticar a palavra “espectrofotômetro” sem erro.

Termômetro a laser

Esse é o mais simples de usar. A ideia aqui é “atirar” para as peças mecânicas e descobrir qual está esquentando além do necessário. A maioria dos motores funciona numa temperatura entre 90 e 100°C. Se o motorista notar falta de rendimento ou superaquecimento do motor, esse será um bom aliado para o mecânico. Com o diagnóstico rápido da área aquecida, o profissional poupa tempo e o cliente, dinheiro, já que os gastos com mão de obra são reduzidos. Na oficina, esse diagnóstico é feito sem custos extras.

Teste de fluido

Os cursos de manutenção recomendam a troca do fluido de freio a cada dois anos, com o alerta de que esse tipo de líquido pode absorver água do meio ambiente. O que parece ser um ato inofensivo é, na realidade, um grande perigo. Quando o sistema de freio esquenta, essa umidade é transformada em hidrogênio e oxigênio, ou seja, ar. Quando se tem ar no freio, ele perde eficiência. Para identificar a umidade no fluido de freio, o mercado de manutenção oferece aos mecânicos aparelhos que medem a densidade do líquido.

Espectrofotômetro

O nome parece ter sido tirado de um laboratório, mas já está disponível em funilarias com profissionais que prometem sumir com os riscos do carro fazendo pinturas rápidas. Dificilmente carros mantêm a tonalidade exata após saírem da fábrica. Veículos que ficam expostos ao sol ou à chuva ácida tendem a ter menos brilho do que os mantidos em locais cobertos. Esse aparelho consegue ler a tonalidade da carroceria e informar a cor exata do modelo. Assim, é possível pintar apenas a parte danificada.

Endoscopia do motor

Quem sofre do estômago provavelmente já fez uma endoscopia. OK, nesse caso o carro não precisa ficar 12 horas em jejum, mas pode prevenir gastrites nervosas do motorista ao ver o preço da mão de obra quando é necessário abrir o motor. Instalando uma pequena câmera acoplada a um monitor externo, por meio da tampa do óleo pode-se ter uma visão da parte de cima do motor e analisar varetas, válvulas, balancins e tuchos.  Também pode-se notar como estão os desgastes na parte de baixo do propulsor.

Manômetro

Esse aparelho é bem mais familiar. O manômetro tem aparência de um “medidor de pressão”, desses usados nos consultórios médicos. Ele também mede a pressão, mas aqui é a do sistema de arrefecimento do motor. O aparelho é usado quando existe suspeita de vazamento na refrigeração – para aqueles casos de temperatura alta e nível baixo de água. Se, ao instalar o manômetro no bocal do radiador, o ponteiro do mostrador permanecer estático, o diagnóstico é bom: não há vazamento.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.

Você checa bico, válvula e tampinha na hora de calibrar os pneus?

Especialistas lembram que estas peças também podem se deteriorar, e comprometer o funcionamento do pneu e a manutenção da pressão do ar

 

Bem calibrados, e de acordo com as indicações dos fabricantes, eles oferecem melhor dirigibilidade, menor consumo de combustível e maior durabilidade aos compostos. Para tanto, além de verificar a pressão dos pneus, o dono do carro também pode fazer a manutenção de outros componentes, às vezes esquecidos. Entre eles, está o conjunto do bico, válvula e tampinha.

O bico, válvula e tampinha são os componentes que acessamos na hora de calibrar os pneumáticos, sendo que trabalham juntas para manter o ar circulando livremente dentro do pneu. O bico é feito de borracha e tem a função de preservar a válvula. Ele sempre deve estar alinhado de forma perpendicular ao aro da roda, e nunca deve ser puxado para fora com força.

Fatores de degradação para bico, válvula e tampinha

“Muitos tentam esticar o bico com o intuito de aproximá-lo da ponta da mangueira do calibrador. Tal hábito pode ocasionar rachaduras e, consequentemente, quebrar o elemento, ocasionando vazamentos”, explica Felipe Zacarias, piloto de testes da Goodyear.

Outros agentes que aceleram o desgaste dos bicos são a força centrífuga exercida pelo girar da roda, a umidade, e até urina de animais. “Por ter pH mais ácido, a urina do bichinho de estimação acaba provocando uma forte corrosão”, reforça Zacarias. Por isso, é recomendado que os bicos sejam trocados junto com os pneus.

No interior do bico há uma válvula, que é responsável por controlar a entrada e a saída da pressão. Apesar de ser conhecida e ter um funcionamento aparentemente simples, ela pode ter seu funcionamento prejudicado por resíduos como grãos de areia, graxa ou óleo.

“Água jogada na direção do sistema já é o suficiente para criar possíveis avarias, pois o líquido acaba oxidando todo o conjunto”, acrescenta o piloto de testes. Por isso, a tampinha é um componente importante do sistema, pois inibe a entrada de substâncias estranhas na válvula. Ao mesmo tempo, ela impede que o ar interno saia caso o bico apresente mau funcionamento, estancando o ar interno e assegurando a pressão correta dos pneus.

Fonte: Autopapo.

Pneus com poucos frisos são um perigo na pista molhada

Dirigir com pneus quase carecas ou totalmente lisos é assumir o risco de uma acidente grave, principalmente em pistas molhadas

Têm muitos motoristas que aproveitam o tempo seco para continuarem a rodar com pneus com poucos frisos ou até “carecas”. Mas, quando vier as chuvas, esse quebra-galho pode ser fatal.

Nas corridas de Fórmula 1, ou em outras categorias, na pista seca os pneus são absolutamente liso, os chamados slick. Mas, no asfalto molhado as equipes correm é para trocar os pneus pelos frisados ou biscoitinhos. Entretanto, como eu presumo que você não tenha um Fórmula 1 na garagem, saiba que no seco ou no molhado os seus pneus devem sempre ter um friso mínimo com espessura de 1,6 milímetro.

E saiba também que se o seu pneu já estiver chegando nesse limite mínimo, quase careca, e ainda quebra o galho no asfalto seco, num dia de chuva o risco de um acidente é muito grande. Isso porque são exatamente esses frisos que tiram a água que fica entre o pneu e o asfalto. Sem eles a aderência fica comprometida e, na hora de uma freada ou de uma curva mais apertada, quem vai passar aperto é o motorista.

 

Fonte: Autopapo.