Vai viajar? Lembre-se de determinados prazos de manutenção

Dois itens que muitos motoristas também se esquece antes de viajar são o alinhamento e rodízio dos pneus.

Nas férias, sempre é bom viajar com a família. Mas na hora de colocar o carro na estrada, é necessário conferir alguns itens de forma preventiva. Veja:

Vai viajar de automóvel com a família nos próximos dias? Então fique de olho se durante a viagem não vencem alguns prazos de manutenção. Por exemplo, a revisão obrigatória se o carro for novo. Ou a troca do óleo do motor, que pode vencer por quilometragem – em geral são 10 mil km – ou por prazo: o máximo é de 12 meses. Existem também algumas substituições a serem feitas a cada dois anos.

Por exemplo, o fluido do freio ou as palhetas do limpador de para-brisas. Outro item de manutenção preventiva que a maioria dos motoristas se esquece é o alinhamento da direção e o rodízio das rodas. Dois itens muito importantes, principalmente quando se vai viajar e rodar milhares de quilômetros no asfalto. A importância do rodízio e do alinhamento é para evitar o desgaste prematuro dos pneus.

 

Fonte: Autopapo.

10 dicas fundamentais para viagem

1 – Vamos começar com alguns itens muito importantes de se carregar no porta-malas, que ninguém se lembra. O primeiro é um frasco com um litro de óleo do motor. Quem disse que no posto da estrada vai ter exatamente aquele que você sempre usou?

2 – O segundo é uma lanterna de mão. Quem disse que o pneu vai furar durante o dia?

3 – O terceiro continua o tema do pneu furado: conhece um tubinho chamado “Reparador instantâneo de pneus” (ou outro nome comercial)? Ele vale muito mais que seu preço de R$ 40 ou R$ 50 pois é capaz de inflar minimamente o pneu, o necessário para rodar (devagar) até o posto. E ainda injeta um líquido viscoso que vai atrás do furo e o tampa. Genial, não?

4 – Leve no bolso uma chave reserva, pois hoje não dá para ir em qualquer “chaveco” da esquina e pedir para copiar ou refazer a chave de ignição. Com a eletrônica, ela tem hoje um chip interno que complica e encarece sua vida.

5 – Recomendação para calibrar os pneus é o que não falta. Mas muitos se esquecem da dica de só verificar a pressão com eles ainda frios, perto de casa, antes de chegar na estrada. E também de colocar umas duas ou três libras mais, pois o carro estará carregado e vai rodar em velocidades maiores.

6 – Carro pronto, carregado e abastecido. Antes de pegar o asfalto, você se lembrou de travar as portas? Se não o fez, fez bem! Só se travam as portas no trânsito urbano, mas nunca na estrada pois, travadas, vão complicar o resgate do motorista e passageiros no caso de o carro se envolver num acidente.

7 – Seu carro é flex mas você só usa o etanol? Então, no caso de pegar a estrada com ele, dê preferência à gasolina que tem consumo menor (cerca de 30%) e permitir você parar menos vezes para abastecer. Outra vantagem: cada vez que você deixa de encher o tanque num posto desconhecido na estrada, uma chance menos de você ser ludibriado com combustível adulterado.

8 – Sabe qual é o truque para atravessar de dia um túnel de estrada não iluminado? Algumas centenas de metros antes de atingi-lo, feche um dos olhos. Quando entrar nele, feche o que estava aberto, abra o que estava fechado. Pois a vista se acostuma com mais facilidade e rapidez a um ambiente pouco iluminado quando se abre o olho.

9 – E numa passagem de nível, quando o asfalto é interrompido pelos trilhos do trem? A dica é jamais deixar para cambiar neste local, pois se o motor tiver qualquer problema de regulagem, é exatamente sobre os trilhos (com o trem chegando…) que ele resolve apagar e te desesperar!

10 – Você conhece bem seu carro pois o dirige diariamente. Mas pode ter uma surpresa na estrada, onde ele estará carregado até a boca no porta-malas e com mais quatro passageiros. Poucos motoristas se lembram de que o carro terá cerca de 500 kg adicionais que sobrecarregam freios, suspensão e motor. Ele vai demorar mais para parar, não terá a mesma estabilidade e seu consumo de combustível será consideravelmente maior.

Fonte: Autopapo.

6 riscos que você corre ao calibrar os pneus de seu carro incorretamente

Seu veículo pode ficar menos seguro se os pneus estiverem com falta ou excesso de pressão; confira as principais situações

Deixar de calibrar os pneus de seu carro na periodicidade correta pode reduzir a vida útil do produto em 45% e aumentar o consumo de combustível do veículo em 4%, de acordo com dados da fabricante Continental. No caso do Chevrolet Onix, o carro mais vendido do país em 2015, isso pode significar tirar do bolso até R$ 10 a mais por mês. Para o cálculo, levamos em consideração o consumo médio do modelo com câmbio automático e motor 1.4 abastecido com etanol.

Mas os riscos vão além do bolso. Não calibrar os pneus é perigoso para a segurança do seu veículo. Segundo Rafael Astolfi, gerente de assitência técnica da Continental, o ideal é enchê-los toda semana, conforme a pressão indicada pela montadora, quando os pneus ainda estão frios, ou seja, no posto mais próximo da sua casa. Entenda abaixo a que perigos vocês está submetido quando enche seus pneus demais ou de menos.

Problemas causados pela falta de pressão:

1 – Seu carro fica mais suscetível à aquaplanagem

Segundo Astolfi, os pneus estão diretamente ligados à dinâmica do carro e qualquer variação na pressão, seja ela aumentada ou diminuída, pode alterar o comportamento do veículo. Quando o pneu fica mais murcho, ou seja, quando deixa de ser calibrado, sua área de contato com o solo aumenta e ele empurra a água para frente ao entrar em um piso molhado. Com isso, o acúmulo de água a sua frente fica maior. Esse é o o gatilho para a aquaplanagem.

2 – Seu pneu pode sofrer danos por impacto

“Com pressão baixa os pneus ficam mais sensíveis a danos na lateral por impacto, como queda em buraco, choque contra o meio fio, entre outros, o que faz aquela bolha na lateral do pneu”, afirma o especialista. Essa bolha pode estourar e aí, bem, dê adeus a seu pneu.

3 – Seu pneu pode sair da roda

Sim, a má calibragem pode te levar a esse ponto. Chamada de detalonamento, essa situação é uma exceção, afirma Astolfi, e exige uma série de fatores para acontecer. Além da pressão baixa dos pneus, o veículo deve estar muito pesado e numa curva bastante fechada, por exemplo.

4 – Seu SUV pode capotar

Os SUVs têm o centro de gravidade mais alto do que veículos baixos, tais como sedãs e hatches, por exemplo. Essa construção com mais peso concentrado na parte superior do veículo torna esse tipo de carro mais propenso a capotamentos, o que pode piorar muito mais se a calibragem não estiver em dia.

Em geral, os SUVs tem pneus maiores, com paredes grandes na lateral, como afirma o gerente de assistência técnica da Continental. Com o pneu murcho, as laterais baixam, a área de contato do pneu com o solo aumenta e isso pode fazer com que ele “segure” demais no chão. “Nesse caso, o veículo não joga a traseira durante a curva, acaba derivando demais e pode chegar a um capotamento, mesmo com o controle de estabilidade”, afirma Astolfi.

Como esse tipo de situação varia de acordo com a construção lateral dos pneus, em alguns carros o efeito pode ser o contrário. “Alguns pneus podem dobrar na lateral, levantando e diminuindo a área de contato com o asfalto”, explica o especialista.

5 – Sua picape pode perder estabilidade no eixo traseiro

É importante lembrar que todo tipo de carroceria sofre quando há falhas na calibragem, mas a picape fica especialmente instável quando os pneus têm pressão acima do normal. Ao carregar a picape, é preciso aumentar a pressão dos pneus. Mas ao esvaziá-la, a pressão deve ser reduzida ao normal exigido pela montadora. “Como o pneu fica rígido, ele tende a quicar mais, trazendo instabilidade ao eixo traseiro por causa desse excesso”, explica o especialista. Como boa parte das picapes médias conta com tração traseira ou temporária, o destracionamento pode causar perda de controle facilmente.

6 – A performance de frenagem de seu veículo pode piorar

Segundo Astolfi, o ombro, ou seja, a lateral do pneu, é responsável por carregar a maior parte da carga do veículo. Quando há excesso de pressão na calibragem, essa lateral levanta demais e a área de contato do pneu com o solo diminui. Sem poder contar com os ombros para o segurar, o carro pode aumentar seu espaço de frenagem. De acordo com o especialista, não é possível quantificar isso, já que envolve variáveis como peso do carro, dimensão do pneu, sistema de frenagem, entre outros.

 

Fonte: Auto Esporte.

O manual das situações de emergência com pneus

Derrapagem, aquaplanagem, buraco, atolamento ou até um estouro do pneu: saiba como agir em casos de emergência

Você está dirigindo a 120 km/h e o pneu estoura repente. Sabe o que fazer? Pois não precisa ser um piloto profissional para escapar de uma situação de perigo como essa.

Para isso, elaboramos um pequeno guia que vai ensiná-lo a sair de imprevistos como esse.

Estouro em alta velocidade

Especialistas alertam que pneus originais e com manutenção em dia não estouram assim, do nada, seja por problema de qualidade, seja por erro de projeto.

Um estouro só ocorre quando a estrutura do pneu foi afetada por um agente externo à fabricação, como talões danificados durante a montagem na roda ou lonas de corpo comprometidas por rodagem com baixa pressão ou rompidas por impactos contra buracos.

Caso o estouro ocorra, deve-se reduzir a velocidade gradualmente, sem pisar no freio para que o veículo não rode, mantendo o automóvel em linha reta, mesmo que ele puxe para um dos lados. Assim que o veículo estiver sob controle e com velocidade já reduzida, conduza-o até o acostamento.

Para prevenir maiores danos ao pneu e à roda, substitua-o o quanto antes, evitando percorrer grandes distâncias com ele vazio.

 

Atolamento

Em veículos 4×2 sem pneus off-road, é praticamente impossível remover o veículo atolado sem ajuda externa.

É necessário rebocar o veículo de forma adequada até que ele fique fora da região do atolamento.

Não insista em tentar retirar o veículo sem ajuda, pois o pneu pode cavar o solo e atolar ainda mais, além de danificar componentes como a embreagem do veí­culo.

Caso não haja possibilidade de ajuda externa, pode-se tentar calçar o pneu atolado com pedras ou com os tapetes do veículo e tentar sair de forma suave, sem acelerar demais. É recomendável usar a segunda marcha e acelerar suavemente.

 

Aquaplanagem

Esse fenômeno se dá em pista molhada, quando o carro está em alta velocidade e forma-se uma película de água entre o pneu e o asfalto.

Nessa condição, é possível virar a direção para os lados e ainda assim o carro seguir em frente, sem controle.

Mantenha a calma e não freie com força ou gire o volante, pois o veículo pode ganhar aderência de repente, perder o controle e rodar.

Mantenha as rodas retas, tire o pé do acelerador de forma gradual e deixe o veículo em linha reta até que ele saia da região com maior volume de água, deixando o veículo perder velocidade aos poucos com a resistência da água.

Mova o volante delicadamente para saber quando o os pneus recuperaram o contato com o asfalto e reduza a velocidade.

É possível sentir quando a pista está propícia à aquaplanagem: nota-se uma grande resistência da água contra os pneus.

Isso ocorre quando passamos sobre uma poça de água, por exemplo. No caso, é preciso reduzir a velocidade para que os pneus possam drenar melhor a água da pista.

 

Buraco fundo

Assim que possível, pare o veículo e verifique se o pneu que caiu no buraco apresenta bolhas nas suas laterais (interna e externa) ou na banda de rodagem.

Verifique também se houve outros danos, como desprendimento de material, cortes ou rachaduras ou se o pneu está perdendo pressão.

É importante verificar se a roda foi amassada ou trincada, o que também pode causar perda de pressão posteriormente.

Não prossiga caso encontre esses danos no pneu ou na roda: coloque o estepe no lugar.

Caso tudo pareça em ordem, leve o veículo o quanto antes para que um profissional faça um exame dos componentes e verifique como estão o alinhamento e o balanceamento.

 

Derrapagem na curva

Nos carros com tração dianteira, existe a tendência de subesterçamento (quando o veículo sai de frente). Se isso acontecer, não pise no freio. Tire logo o pé do acelerador e gire o volante para dentro da curva até retomar a trajetória normal.

Carros equipados com tração traseira têm propensão a sobre-esterçamento. Nesse caso, tire o pé do acelerador lentamente e gire o volante para o lado contrário da curva até que o carro retome a trajetória.

Veículos com controle de estabilidade fazem uma parte desse serviço para o motorista, ao frear algumas rodas com diferentes intensidades para estabilizá-los.

 

Frenagem de emergência

Para carro com ABS, é só pisar fundo e forte, sem aliviar a pressão no freio, até parar ou atingir a velocidade desejada.

Lembre-se de não girar o volante para que os pneus tenham total contato com o solo, a fim de aumentar o poder de frenagem.

Se não tiver o ABS, procure dosar a pressão no pedal, pisando e aliviando um pouco sempre que sentir que as rodas estão prestes a travar, o que pode fazer o carro rodar.

Deve-se colocar e tirar o pé do pedal do freio gradativamente, para evitar o travamento.

 

Fonte: Quatro Rodas.