Correio técnico: como é a classificação dos pneus no Inmetro?

Veja se vale a pena pagar mais caro por produtos com melhor classificação em aderência, índice de ruído e resistência ao rolamento

Percebi que os pneus à venda têm letras que vão de A até G para aderência no molhado e economia de combustível. Será que a diferença é tão significativa a ponto de justificar a grande variação de preço? – Carlos Bonandim, Brasília (DF)

Depende de cada pneu, fabricante e mesmo sua medida. Os elementos que definem o preço de um pneu incluem seu desenvolvimento, mercado e até os ingredientes utilizados para a composição da borracha.

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Alguns materiais, como a sílica, ajudam a reduzir a resistência ao rolamento (o que melhora o consumo), porém têm custo maior e impactam no preço final do produto.

“Levamos em conta fatores como o uso do pneu, o perfil do motorista, os tipos de piso e, principalmente, o que cada consumidor específico procura. Pode ser performance, melhor custo/benefício ou maior quilometragem”, detalha a Goodyear.

Mas é melhor fica atento: além do preço distinto, um pneu com nota A de aderência pode ter um índice de ruído ou de resistência ao rolamento inferior àqueles com melhor classificação.

 

Fonte: Quatro Rodas.

Precisa só de dois pneus novos para o seu carro? Então veja 7 dicas

Se o veículo estiver com dois pneus ruins e dois bons, não há necessidade de substituir os quatro; porém, é preciso ter atenção a alguns detalhes

Seu carro está com dois pneus gastos, mas os outros dois ainda estão bons? Pois saiba que é possível comprar só um par de pneus novos para substituir apenas os que estão desgastados; só é preciso trocar os quatro componentes se todos eles estiverem em más condições. Todavia, é preciso ficar atento a alguns procedimentos e ter cuidados na hora da compra e da instalação.

Confira 7 dicas para ficar seguro!

  1. Pneus novos devem ser colocados na traseira

Ao contrário do que muitos pensam, os pneus novos devem ser colocados no eixo traseiro. Por um simples motivo: se ocorrer perda de aderência ou algum outro problema com um dos pneus dianteiros, o motorista tem o volante para controlar o carro. Se é no eixo traseiro, ele vira “passageiro”, pois não tem nenhum controle da situação.

  1. Faça o rodízio da maneira correta

Ao colocar os pneus no eixo traseiro, os que lá estavam devem ir para a dianteira do mesmo lado, se o carro tiver tração traseira. Se a tração for nas rodas dianteiras (é esse o caso da maioria dos modelos), os traseiros vão para a frente em “X”, invertendo os lados. Se o veículo tiver tração nas quatro rodas, transfira os pneus da traseira para a dianteira invertendo os lados, ou seja, em “X”.

  1. Pneus unidirecionais têm que ser mantidos do mesmo lado

Se os pneus forem do tipo unidirecional, jamais mude seu lado: isso porque eles têm um sentido único de rodagem, que foi previsto em projeto e não pode ser alterado. Na hora de fazer o rodízio, troque os dianteiros pelos traseiros sempre do mesmo lado.

  1. Faça o balanceamento

Rodas que receberam novos pneus devem ser balanceadas. Mas só há necessidade de alinhamento se estiver na quilometragem recomendada pelo manual do veículo ou se o desgaste das bandas de rodagem tiver sido irregular.

  1. Mantenha os pneus calibrados

Além de ter pneus em bom estado, o veículo precisa estar corretamente calibrado. Isso traz vantagens tanto para a dirigibilidade quanto para a durabilidade. Muitos carros pedem calibragem diferente entre pneus dianteiros e traseiros. Lembre-se de ajustá-la depois de fazer o rodízio.

  1. Pneus novos podem ser de outra marca

Os novos pneus não precisam, necessariamente, ser da mesma marca e do mesmo modelo dos outros dois que serão mantidos no veículo. Porém, é essencial que os dois substitutos sejam idênticos e que os quatro tenham as mesmas medidas e especificações (menos em veículos que utilizam componentes de medidas distintas em cada eixo, o que é muito raro: costuma ocorrer apenas em superesportivos). Cada par de pneus iguais precisa ser mantido sempre no mesmo eixo, para não comprometer a dirigibilidade do veículo.

  1. É possível aproveitar o estepe

Quer comprar apenas um pneu e aproveitar o estepe para completar o par? Pode, desde que seja verificada, em primeiro lugar, sua data de fabricação. Se tiver mais que cinco ou seis anos, deixe-o lá, como sobressalente. Além disso, lembre-se de comprar o segundo pneu da mesma marca e com especificações idênticas às do estepe.

 

Fonte: Autopapo.

Sulco mínimo do pneu diverge do piso molhado para o seco?

Há uma velha discussão de que o sulco mínimo do pneu, marcado pelo TWI, varia do piso seco para o molhado. Será mesmo?

 

O sulco mínimo do pneu, indicado pelo TWI, é um ótimo indicativo para que o motorista saiba a hora exata de trocá-lo.

Tem aí uma discussão de qual seria o sulco mínimo de um pneu para que ele ainda ofereça condições de segurança ao automóvel. O que diz a legislação é que o pneu deve ter um sulco de no mínimo 1,6 milímetros. Esse mínimo é o que indica o TWI, o Tread Wear Indicator, um tijolinho de borracha que fica lá no fundo do sulco. Quando a banda de rodagem vai se desgastando e atinge aquele tijolinho, o TWI, é sinal de que o sulco do pneu chegou ao seu mínimo, 1,6 milímetros.

E qual é a discussão? Há quem diga que no piso molhado o sulco mínimo do pneu deveria ser de 3 milímetros. O mínimo de 1,6, definido por lei, vale apenas para o piso seco. Ora mas o seu automóvel não é igual ao de Fórmula 1 que se chove, para no boxe e troca o pneu. Então, por via das dúvidas, quem exige segurança troca o pneu quando ele atinge o sulco mínimo de três milímetros.

 

Fonte: Autopapo.