Alinhamento e balanceamento de pneus, quando fazer?

Vai aproveitar o final de semana na estrada? Realize o alinhamento e balanceamento do seu carro já!

Seja para curtir uma viagem de fim de semana para a serra, um bate volta para a praia ou simplesmente passear com segurança pela cidade, dois itens são indispensáveis para a vida útil do seu carro. Por mais indispensáveis que sejam aos veículos, alguns proprietários – além de ignorarem o alinhamento e o balanceamento – nem imaginam a função e a razão de realizar um alinhamento e um balanceamento. Ainda que sejam feitas as checagens nos períodos corretos, há alguns indícios da chegada da hora de procurar a manutenção. Mas você sabe o que é isso?

O que é alinhamento e balanceamento?

O alinhamento é o ajuste dos ângulos das rodas. Elas sempre devem estar perpendiculares ao solo (ângulo de 90º em relação ao chão) e paralelas entre si, o que evita um desnível entre os lados do veículo.

Já o balanceamento equilibra o conjunto pneu, roda e câmara por meio de contrapesos de chumbo. Ao fazer isso, a dirigibilidade e a estabilidade do veículo são otimizadas, prevenindo possíveis acidentes.

Existem dois tipos de desbalanceamentos. O estático, percebido próximo dos 60 km/h, provoca uma vibração no plano vertical, fazendo com que a roda “pule”; e o dinâmico, notado entre 70 km/h e 130 km/h, faz a roda oscilar para os lados.

 

Quando fazer o alinhamento e o balanceamento?

Deve-se passar no mecânico para fazer um alinhamento se você perceber:

– Um desgaste anormal ou desigual dos pneus;

– Trepidações das rodas dianteiras;

– O volante duro;

– Ou o carro inclinando para os lados em uma pista plana.

Agora, caso sinta vibrações no volante, perda de tração e estabilidade, desconforto ao dirigir, dificuldade em manter o carro na trajetória, ou desgaste dos rolamentos, amortecedores e terminais de direção antes do tempo, provavelmente é hora de fazer um balanceamento.

Mas não se deve realizar essas manutenções apenas quando notar algum desses indícios. O alinhamento e o balanceamento devem ser feitos sempre que fizer o rodízio de pneus, qualquer reparo na câmara de ar, os pneus atingirem 10 mil quilômetros ou forem trocados por novos.

Focando no balanceamento, ele é necessário para que o carro fique equilibrado e o motorista se sinta confortável com a direção. Em uma freada brusca, ou uma simples encostada na guia, fazem com que os pneus sofram colisões ou atritos fortes, eles ficam mais desgastados e, em sua maioria, ficam mais desgastados em um dos lados e, quando isso acontece, balanceamento já!

Outro exemplo, se o motorista sentir trepidações na carroceria, há possível causa desbalanceamento das rodas traseiras, já de as trepidações forem sentidas na direção, há possível desbalanceamento das rodas dianteiras. Portanto, ambos os eixos são importantes!

O balanceamento direciona os pneus para o ângulo correto quando tortos. Esse procedimento pode ser feito de duas formas, usando o balanceador local (no próprio carro, sem retiraras rodas) ou no balanceador de coluna (retirando as rodas do carro).

Vale lembrar que, com os pneus ficando gastos mais rapidamente, haverá mais gastos com a troca deles e com a gasolina. Cuide dos pneus, da sua vida, e do seu bolso!

 

Fonte: Terra.

Quanto maior a largura do pneu, maior estabilidade; entenda

Os números 175, 185 e 195 são bem comuns de serem avistados pelas laterais dos pneus. Mas você sabe o que eles significam e quais são suas principais indicações?

Esses números estão relacionados às especificações dos pneus. Dadas em milímetros, são as medidas das larguras. É importante observar que conforme muda a estrutura do pneu, algumas características de dirigibilidade mudam também.

A tendência é de que quanto mais largo o pneu for, mais duro ele será. Quanto maior a largura, maior estabilidade. A escolha de um pneu pelas montadoras é baseada na relação conforto e estabilidade.

A medida ideal para os pneus tem relação direta com as características técnicas do automóvel. Um carro mais pesado requer pneus mais largos. O aumento de potência e torque também justifica maior largura, para que sejam transmitida a força ao solo sem perda de tração.

Neste aspecto, carros de tração traseira ou integral podem usar medidas mais estreitas do que os de tração dianteira e mesma potência. Lembre-se que um pneu com medidas exageradas traz sempre mais desvantagens ao consumidor do que benefícios. Mesmo que o visual fique bacana.

Troca

Por isso, se você for trocar de pneus, preste bem atenção nessas medidas. Algumas montadoras recomendam mais de uma medida para o mesmo carro, mas isso precisa ser consultado no manual do proprietário ou por um especialista.

Fonte: Terra.

Os cuidados ao substituir pneus e rodas

Saiba em que casos é possível mudar a roda ou usar um pneu de outra medida sem comprometer a segurança

Colocar um pneu mais largo para dar mais estabilidade, trocar o aro por um esportivo, aproveitar as rodas de outro carro… Há várias razões que levam alguém a substituir o conjunto original de fábrica.

Mas, antes, é preciso tomar cuidados básicos para não colocar sua segurança em risco ou danificar o veículo.

Primeiro é importante entender as medidas envolvidas. No pneu 185/60 R14, o 185 é a largura da banda de rodagem em milímetros, 60 indica a altura do perfil (60% da largura), R diz que é radial, 14 é o diâmetro da roda que ele pode receber, em polegadas.

Já no aro 5Jx15, o 5 revela a largura do aro em polegadas, o J é o tipo de perfil do aro (a área do seu encaixe com o pneu) e 15, o diâmetro.

O maior cuidado é tentar manter sempre o diâmetro externo do conjunto (tolerância de 3% para mais ou para menos). “Caso não faça isso, você corre o risco de ter a leitura do velocímetro errada, poderá aumentar demais a altura do automóvel em relação ao chão, causando um desequilíbrio e, no caso de ter pneus maiores, haverá aumento de consumo”, diz Vinícius Sá, gerente de marketing de pneus de passeio da Goodyear.

Assim, ao optar por um pneu mais largo para melhorar a estabilidade, há ainda outras duas restrições.

A primeira: o pneu não pode ultrapassar o para-lama, sob risco de raspar na carroceria ou na suspensão.

Segunda restrição: achar o aro correto. Cada medida de pneu pode ser montada numa certa faixa de largura de rodas. Exemplo: um pneu de largura 175 mm (como o 175/70 R13) pode ser montado em aros de 4.5” a 6.0”.

Se você optar por um pneu largo ou estreito demais, ele ficará suscetível a desgastes irregulares e problemas de aderência e estabilidade. Outra preocupação é o tipo de perfil do aro, que deve ser sempre mantido.

Em geral as montadoras equipam seus carros com rodas de larguras intermediárias. Assim, a medida original 175 mm pode ser aumentada para 185 mm sem grandes problemas.

Dependendo do caso, dá até para colocar modelos 20 mm mais largos que os de fábrica. Mas tudo isso tem de ser validado antes por um especialista.

Há ainda outros cuidados ao substituir o pneu. Um deles, no caso das versões com câmara, é trocar a câmara e o protetor. Também é recomendado substituir a válvula sempre que montar um pneu novo. E se for repor apenas dois pneus (no caso de veículos de passeio), eles devem ser instalados no eixo traseiro, independente da tração.

Fonte: Quatro Rodas.

10 respostas que você precisa saber sobre pneus

Saiba quando é preciso trocar, qual é a calibragem ideal, para que serve o rodízio e muito mais! 

Se você pedir indicações de cuidados para os pneus, é bem provável que a primeira recomendação seja manter a calibragem em dia. Só que isso não basta para garantir a segurança de quem está a bordo – e a vida útil do pneu. Por esse motivo, reunimos dez dicas para ajudar quem ainda tem dúvidas. Confira!

O que são pneus verdes?

São pneus de baixa resistência à rolagem graças à maior presença de sílica na composição. Com isso, os chamados pneus verdes têm menor resistência ao rolamento, o que possibilita a redução no consumo de combustível, além quase sempre serem mais leves e menos ruidosos. Ainda que tenham se popularizado e evoluído nos últimos anos, esses pneus ainda têm, na maioria das vezes, estabilidade e números de frenagem inferiores aos pneus convencionais.

O que são pneus run flat?

Pneus runflat têm a capacidade de rodar, mesmo quando furados, a um limite de 80 km/h por, no máximo, 80 quilômetros, o que permitiria chegar a um local para a troca, o que dispensa o estepe. Para isso, esse tipo de pneus têm as estruturas laterais reforçadas para suportar as cargas adicionais e não deformar tanto quanto aconteceria com um pneu convencional.

Pneus têm validade?

Não existe, necessariamente, uma validade para os pneus e a maioria das marcas oferece uma garantia de cinco anos a partir da data da compra. Caso não tenha a nota fiscal da compra, fica valendo a garantia de cinco anos após a fabricação. Para identificar isso, basta procurar nas laterais o número DOT, sendo que os quatro últimos dígitos indicam semana e dois últimos dígitos do ano de produção (por exemplo, 1315, 13ª semana de 2015).

Rodízio de pneus: o que é e pra que serve?

Em média, deve ser feito a cada 10 mil km – a informação precisa consta no manual. Serve para que os pneus tenham um desgaste uniforme. Existem planos diferentes de rodízio para modelos com tração dianteira, tração traseira, pneus unidirecionais e até mesmo para trocas que incluam o estepe. Por isso, o ideal é seguir as recomendações do próprio fabricante.

Como identificar se é hora de trocar os pneus?

Por lei, os pneus devem ter sulcos com, no mínimo, 1,6 mm de profundidade – a maioria dos fabricantes disponibilizam marcas no pneu para identificar quando o limite foi atingido. Apesar de existirem reparos para furos na banda de rodagem, alguns danos exigem a troca dos pneus, como é o caso das “bolhas” que podem aparecer nas laterais dos pneus ao encostar nas guias ou passar por obstáculos como buracos, ou quando a estrutura metálica fica aparente.

O que acontece se eu não calibrar os pneus corretamente?

A vida útil dos pneus pode reduzir em 45% e o consumo de combustível pode aumentar em 4%. Carros com pneus com falta de pressão são mais suscetíveis à aquaplanagem. Quando o pneu fica mais murcho, sua área de contato com o solo aumenta e ele empurra a água para frente ao entrar em um piso molhado. Com isso, o acúmulo de água a sua frente fica maior. Com pressão baixa os pneus também ficam mais sensíveis a danos na lateral por impacto, como queda em buraco, choque contra o meio fio, entre outros.

Excesso de pressão também é um problema?

Sim – principalmente com picapes. Ao carregar a picape, é preciso aumentar a pressão dos pneus. Mas ao esvaziá-la, a pressão deve ser reduzida ao normal exigido pela montadora. Como o pneu fica rígido, ele tende a quicar mais, trazendo instabilidade ao eixo traseiro por causa desse excesso. Pode causar perda de controle facilmente.

Qual a frequência ideal para calibragem?

O ideal é calibrar toda semana, sempre com os pneus “frios”, ou seja, nunca depois de uma viagem.

Qual é a pressão ideal para os pneus?

Varia de carro para carro. A calibragem sempre deve ser feita de acordo com as indicações da fábrica, que constam no manual do proprietário – alguns veículos também têm etiquetas localizadas na coluna da porta do motorista ou na tampa do bocal de combustível com as indicações.

Como faço para o pneu durar mais?

Calibre de forma correta, faça o rodízio no tempo determinado pelo fabricante e evite aceleradas e freadas bruscas.

 

Fonte: Auto Esporte.