Segurança e manutenção do freio

Faça revisões periódicas no seu carro, dando atenção especial ao sistema de frenagem. De qualquer forma, mesmo que ele esteja em perfeitas condições, a frenagem leva algum tempo até que o veículo pare completamente. Alguns fatores tornam esse espaço de tempo variável.

Primeiro, o motorista percebe a necessidade de frear e somente depois aciona o freio. Como você vê, entre uma coisa e outra foram algumas frações de segundo, que variam de pessoa para pessoa. Mas, além disso, outros fatores, como a velocidade que o carro estava desenvolvendo, a distância que ele estava do obstáculo, o peso do carro e o atrito entre o pneu e o solo, também são determinantes do tempo de frenagem. E se o piso estiver molhado, a distância pode até dobrar, quando comparada com o terreno seco. Por isso, todo o cuidado é pouco.

 

Fonte: Goodyear.

5 dicas para cuidar bem do seu carro

Não deixe de injetar gasolina no seu carro flex

Abastecer o carro com gasolina ocasionalmente garante maior durabilidade da bomba de combustível, segundo o engenheiro Rubens Venosa da oficina Motor Max. “Quando o motorista utiliza só álcool por um longo período, forma-se uma espécie de geleia no tanque. Isso entope as tubulações e o pescador de combustível, que é responsável por levar o líquido para o motor”, orienta. Por isso, o ideal é abastecer com gasolina pelo menos a cada três meses, para evitar este efeito. “Não precisa ser muito, apenas meio tanque já ajuda”.

 

Deixe o monange longe do banco de couro

Sempre há um amigo ou algum comentarista da internet para dizer que a melhor e mais barata maneira de cuidar dos bancos de couro do carro é usar creme para pele. Isso, o mesmo produto feito para cuidar da pele humana. Mas essa definitivamente não é a maneira correta. Os produtos fabricados para a manutenção dos bancos de couro são compostos especificamente para este tipo de material que, como você já deve imaginar, não tem nada a ver com a nossa pele. Ou seja, embora a finalidade seja a mesma nos dois casos (hidratar), eles fazem isso de maneiras completamente diferentes.

 

Evite estacionar na ladeira com a roda virada

Muitas pessoas acreditam que estacionar na ladeira com as rodas da frente viradas na direção da guia vai ajudar caso o freio de mão falhe. Mas a prática não é recomendada. Segundo Alberto Trivellato, proprietário da loja Suspentécnica, um veículo estacionado assim fica exposto a danos graves. “Parado desta maneira, qualquer peso que o carro receba, por menor que seja, pode estragar muito”, informa.

 

E, nas lombadas, também não: você pode causar danos na carroceria

Muitos motoristas preferem passar por uma lombada ou valeta com as rodas do carro viradas, a fim de evitar que a parte inferior raspe ou até mesmo para que a suspensão não pule tanto. Mas a prática é ruim para a estrutura do veículo. Segundo Alberto Trivelato, da oficina Suspentécnica, o ideal é sempre manter o carro alinhado nessas situações. “Você deve passar nas lombadas e valetas de frente. Caso não estejam no padrão regulamentado por lei, você deverá passar da forma que menos danifique seu carro”, esclarece Alberto, reforçando que a prática não deve ser frequente.

 

Faça uma verificação de alinhamento e balanceamento a cada 10 ou 15 mil km

Para o balanceamento, o principal sinal de um problema é trepidação no volante. É o que explica o diretor da SAE Brasil, Francisco Satkunas. “Em velocidades acima de 50 km/h, o volante começa a vibrar e isso vai aumentando se o motorista acelerar mais. Este pode ser um sinal que é preciso fazer um balanceamento”. O especialista acrescenta que esse problema também pode acontecer nas rodas traseiras. Neste caso, o motorista irá escutar um barulho vindo da carroceria.

 

Fonte: Revista Auto Esporte.

Bolha no pneu é uma ‘bomba-relógio’

Não há nada que se possa fazer para salvar ou tornar seguro aquele seu pneu com bolha

A bolha no pneu funciona quase como uma bomba-relógio. A diferença é que no caso do veículo, você não sabe quando ela vai estourar. A bolha se dá pelo rompimento da estrutura interna metálica do pneu, que pode acontecer em razão de choques intensos, que alteram a forma tradicional da parte emborrachada do componente.

“Quando isso acontece em um dos pneus do conjunto, há aumento do risco de acidentes, pois há perda de resistência, o que o torna o veículo instável, com possibilidades de rompimento, colocando em risco os passageiros, pedestres e outros veículos”, explica Gerson Burin, coordenador técnico do Centro de Experimentação e Segurança Viária (CESVI).

Considerando a gravidade do fenômeno, que pode levar o pneu a um estouro, é recomendável trocar o componente assim que ele apresentar uma bolha. Embora alguns profissionais afirmem que a vulcanização é uma opção para salvá-lo, a malha metálica não pode ser refeita e os riscos se mantém os mesmos. “O ideal é a substituição do pneu avariado, lembrando que adquirir um novo é sempre a alternativa mais segura”, comenta o especialista. Ainda que o pneu esteja novinho, não há remendo que dê jeito. A única solução e deixá-lo bem longe do seu carro.

Algumas situações podem provocar o problema, como passar por um buraco ou valeta, bater a roda com o meio-feio (como quando o motorista vira o pneu para o passeio ao estacionar o veículo em uma ladeira) ou manter a calibragem mais baixa do que a recomendada pela fabricante.

Passou por um buraco e o volante está trepidando? Pode ser bolha no pneu! Não se deixe ser enganado, nada pode salvar o pneu que teve as malhas de aço arrebentadas.

Vale lembrar que a bolha no pneu pode surgir durante toda a vida útil do componente. Como ela é causada por causas externas, pode inclusive aparecer em carros que acabaram de sair da concessionária.

Tem dúvidas de como identificas as bolhas? Elas podem ser vistas e, normalmente, são sentidas por meio da trepidação do volante, ou ainda escutadas, já que alteram o som habitual do carro em movimento. Após passar por buraco, é imprescindível que o motorista confira as bandas interna e externa dos pneus.

Para evitar a formação das bolhas, recomenda-se passar por buracos em velocidade baixa. Além disso, é prudente prestar atenção ao estacionar o carro muito próximo ao meio-fio. Isso porque raspar o pneu também pode arrebentar estrutura metálica que confere resistência ao pneu ou rasgá-lo.

Numa situação de emergência, em que seja impossível trocar o pneu, opte por manter a bolha nas rodas dianteiras. Se um pneu da frente estoura, o condutor pode conseguir reverter o comportamento imprevisível do carro mudando a direção do volante. Quando um pneu do eixo traseiro arrebenta, é mais difícil controlar o veículo.

 

Fonte: Autopapo.

Rodízio de pneus serve para todos os carros?

Todos os carros devem passar pelo rodízio de pneus? Existe uma maneira correta de realizar essa prática? Qual é o prazo recomendado? Para começar a sanar as dúvidas relacionadas ao tema é importante saber que o rodízio serve para equilibrar o desgaste dos pneus. No entanto, esse método só deve ser aplicado nos veículos que utilizam a mesma medida em ambos os eixos – quanto menor for a diferença de desgaste dos pneus entre os eixos, melhor a estabilidade do conjunto.

No mercado brasileiro, a maioria dos veículos vendidos possui sistema de tração dianteira, o que acarreta em um desgaste maior dos pneus que estão na frente. Constatado esse desgaste, é fundamental consultar o manual do carro, pois cada fabricante especifica, além do prazo, recomendações diferentes para cada modelo. Há, inclusive, até montadoras que não recomendam a prática do rodízio. E tem mais: dependendo do desgaste dos pneus de um eixo em relação ao outro é preciso substitui-los por itens novos.

Se você não encontrou as recomendações de rodízio específicas para o seu carro, o procedimento abaixo pode ser levado em consideração como base (mas sempre lembrando que o desgaste dos pneus entre os eixos não pode ser acentuado, e que é preciso respeitar a indicação TWI, que é a indicação na banda de rodagem que regulamenta o desgaste máximo dos pneus em 1,6 milímetro).

 

Fonte: Uol.